(Reprodução)

Em entrevista ao blog do Rodrigo Mattos, no UOL Esporte, o diretor de parcerias para esportes do Facebook, Leonardo César, explica que a melhoria da internet no Brasil e negociações com empresas de telefonia possibilitaram o salto na qualidade nas transmissões na rede, especialmente da Liga dos Campeões da UEFA. Em paralelo, a empresa começou a gerar dinheiro com as transmissões com os patrocínios em torno dos jogos.

A audiência da rede social com o futebol só aumenta. Na final da Champions, entre PSG e Bayern de Munique, o Facebook reuniu 13,7 milhões de espectadores únicos que assistiram a pelo menos um minuto do jogo. Foi um aumento de 170% em relação à decisão da primeira edição transmitida pela empresa, em 2018/2019. No Brasil, o pico de audiência foi de 4,2 milhões de pessoas assistindo simultaneamente ao jogo.

"Tivemos recordes sendo batidos no Facebook. No final do dia, o live é muito poderoso para a gente. Tem um papel muito peculiar na plataforma, para nutrir as comunidades e conversas", contou Leonardo César, que explica a evolução das transmissões. "Em julho de 2018, a Anatel registrava banda de 132 megabits em 6 milhões domicílios. Em agosto de 2020, foram 18,3 milhões, quase triplicou o número. Olha para 4G: também houve um salto. Mercado está crescendo muito. Teve grandes evoluções de produtos. Os fãs começaram a entender melhor como se dava o projeto."

A atual edição da Champions, que ainda está em curso, teve o dobro de pessoas assistindo a pelo menos um minuto do jogo em relação à primeira transmitida pelo Facebook, em 2019.

O Facebook não abre sua estratégia futura para direitos de competições no Brasil. Mas sua faixa de disputa de direitos é a da TV ABerta, já que não cobra, nem pretende cobrar por conteúdo.