Gianni Infantino, o presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol), revelou a experiência recente que teve com alguns membros do Grupo de Trabalho Anticorrupção do G20. O mandatário foi convidado para comentar sobre o combate à corrupção no esporte, e Infantino acabou compartilhando algumas medidas que são empregadas pela entidade máxima do futebol desde 2016. Na ocasião, o órgão esteve envolto em diversos escândalos, que foram o suficiente para derrubar a gestão anterior.
Reformas reveladas por Infantino no encontro com o G20

Infantino aproveitou a oportunidade e apontou o caminho percorrido pela FIFA nos cinco anos em que ele está à frente do órgão, listando 11 reformas que foram realizadas com o foco em “combater a corrupção, trazer de volta a responsabilidade na FIFA, no futebol em geral e garantir a integridade da modalidade e, claro, da FIFA”.

1 - Conformidade interna e externa supervisionada por um Comitê de Auditoria e Compliance independente;
2 - Órgãos judiciais orientados por um novo Código de Ética da Fifa;
3 - Processos de licitação rígidos para aquisições transparentes;
4 - A promoção de mulheres a cargos de decisão na administração do futebol; 
5 - A proteção formalizada dos direitos humanos e a proteção de menores e crianças no esporte, pois é importante que as crianças estejam em um ambiente seguro;
6 - Um processo de licitação totalmente transparente para a Copa do Mundo;
7 - A separação dos poderes político e executivo;
8 - Limites de termos e verificações de elegibilidade para funcionários eleitos;
9 - Transparência das finanças e remunerações;
10 - Um sistema de transferência transparente e supervisionado;
11 - Investimento no desenvolvimento do futebol auditado com responsabilidade, que inclui um aumento de cinco vezes do valor (US$ 1,8 bilhão) em comparação com os valores praticados no passado. 

O mandatário também explicitou a importância e a vontade da Federação Internacional de Futebol em continuar estabelecendo parcerias os membro do G20, e ainda apontou que o futebol pode ser uma ferramenta essencial no combate à corrupção: “É fundamental que o G20 se interesse por esses assuntos e dê uma orientação política clara, porque o futebol é muito mais do que apenas um esporte”, afirmou Infantino. Ele ainda reiterou que, de maneira geral, o esporte exerce um papel fundamental na sociedade, seja economicamente, socialmente ou até mesmo em termos de educação. E que a Federação Internacional de Futebol estará sempre disposta a colaborar de maneira incisiva ao combate à corrupção. 

A ideia do órgão máximo do futebol mundial estar tomando as rédeas do combate à corrupção no esporte é reconfortante, ainda mais porque a entidade tem buscado garantir, ano após ano, um futebol com disputas mais íntegras, longe principalmente das manipulações de resultados e até mesmo de atitudes ilícitas por parte dos dirigentes, como foi o caso de Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA. Com isso, os torcedores ficam muito mais tranquilos para simplesmente assistir e palpitar nos jogos do seu time ou seleção do coração, podendo também aproveitar que o bet365 é confiável e cobre uma grande quantidade de eventos esportivos, além de terem as melhores odds do mercado. 

Joseph Blatter

Em 2015, o homem mais poderoso do futebol mundial, o então presidente da FIFA, Joseph Blatter estava no epicentro das denúncias de corrupção contra a entidade. Após ser eleito pela sexta vez para o cargo de presidente do órgão, acabou convocando uma assembleia extraordinária apenas 3 dias após vencer o pleito, onde um novo mandatário deveria ser selecionado para comandar a federação. As acusações contra Blatter são muitas, principalmente relacionadas ao recebimento de “bônus extraordinários” após selecionar determinados países como sedes da Copa do Mundo. Ao total, acredita-se que ele, junto a outros dois altos funcionários da Federação Internacional de Futebol, embolsaram mais de 79 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 488 milhões).