(Divulgação/DAZN)

A CASA DO BASQUETE É O STREAMING

Umas das primeiras colunas que escrevi nesta trajetória de mais de seis anos de Esporte e Mídia foi sobre o basquete. Na época, havia jogos todos os dias nos mais diferentes canais. Em meia década quanta mudança. Hoje, a casa do basquete é o Streaming. Na televisão contamos com o NBB com dois dias de exibição e NBA em dois canais com jogos no início da madrugada. A modalidade, que já foi o segundo esporte mais popular do Brasil, tem vários jogos mostrados pela TV Nsports e DAZN – que sobrevive com o NBB, além dos vários e interessantes jogos pelo YouTube. Na TV aberta somente na TV Cultura, e TV Itararé para jogos do UNIFACISA, é pouco para quem já deu medalhas e proporciona um bom trabalho do esporte junto as comunidades. A propósito, onde estão os jogos da REDE FAMÍLIA? No sábado encontrei, jogos do Português no RTP Play (serviço de streaming da Rádio e Televisão de Portugal) de bola ao cesto. Qualidade semelhante aos torneios da TV NSports, mas sempre bom ver basquete… mais do que sinal de tempos de streaming é sinal de tempos de revisão de contratos e valores colocados.

Por falar em TV Nsports, é um dos melhores players para se trabalhar com chromeCast.

Albio Melchioretto
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@professoralbio
O MIMIMI DAS REDES ANTISSOCIAIS #2

A turma da quinta série adora as redes sociais, só pode! Há jornalistas de respeito que depois de uma discussão ou de posicionamentos mais ríspidos, encontram como saída, apagar suas mídias sociais. Entendo que as pessoas chatas se aglomeram aos montes. Afinal, as redes, como disse o sociólogo italiano Umberto Eco, deu voz aos idiotas. E pior, eles se aglomeram em bolhas. É óbvio que não precisamos tolerar o intolerável mal-educado, para isso há o block (salve Mauro César!), mas sumir das redes após falas infelizes ou desconforto com o outro nada mais é do que se auto embolhar. Digo isto com base no comportamento de alguns jornalistas, que diante de vozes chatas, no ano de 2021 abondaram as redes. Decisão pessoal e respeitada, mas será que ao próprio embolhamento é a saída para as redes antissociais e o esporte?

LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER ESTAR

No último domingo, 14, os canais ESPN mostraram a final da Copa de la Reina entre Barcelona vs. Logroñes, que jogo interessante. Mas há uma questão que me incomoda , por que mostraram apenas a final do torneio. O futebol delas precisa de periodicidade nas telas para conquistar o fã. O jogo esporádico reunirá o fã e o curioso, mas dificilmente agregará uma audiência cativa e popularizará o futebol feminino. Ponto para a real federação que convidou uma enfermeira para entregar a taça as campeãs, justo, para os difíceis tempos que partilhamos. Negativo a ESPN que mostra apenas um jogo faz todo um discurso de inclusão e da importância da competição e esconde o resto.