Em entrevista ao canal Planeta Podcast no YouTube, o comentarista Alê Oliveira afirmou não ter recebido apoio da ESPN durante a sua saída há quatro anos, quando foi acusado de ter sido racista com a maquiadora.

“Naquele momento, as pesquisas apontavam que eu era um dos principais nomes do canal. Eu estava meio chateado com eles, pois foi quando ocorreu a calúnia do Léo Dias falando sobre ofensa racista que eu havia feito, e eu queria uma defesa mais veemente da ESPN”, afirmou.

“Eu estava lá há 18 anos. Minha mulher era negra, as enteadas eram negras, eu vim da bola e do samba. Assim, a mulher que, segundo o Léo Dias, havia sofrido a ofensa, que era a maquiadora, ela se manifestou dizendo que nunca aconteceu. Então eu queria que eles dessem mais ênfase nas respostas. Ele nem falaram o meu nome, eu queria algo mais forte”, falou.

“A ESPN não me apoiou. A opinião pública ficou contra a ESPN. Aliás, quem fez essa armação com o Léo Dias foi muita burra. No final das contas, me ajudou, mas foi muito burra. Já que era para inventar alguma coisa, que não fosse racismo. Inventasse outra coisa. O racismo bate em mim e escorre. Só mostrar a minha vida toda, eu no samba, no futebol, meus amigos, minha família… eu esperava uma defesa mais forte”, pontuou.

Alê ainda falou do momento de sua demissão. “Foi em uma padaria. O Palomino disse que estava demitido e eu comecei a chorar, pensando: ‘cara, o que eu fiz? Tenho 18 anos aqui, melhor momento da minha vida, eles sabem que eu não fiz p*** nenhuma. Por quê?’. Aliás, essa é uma ótima pergunta para se fazer ao Arnaldo e ao Palomino. Eu sei a resposta, mas não posso falar pois não tenho provas. Mas tem muito a ver com a vaidade e o ciúmes na televisão”, concluiu.

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