Na coletiva após o jogo contra o Flamengo na noite desta quinta-feira (28), o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, irritado com as cobranças que considera injustas, ameaçou os jornalistas. “Eu não tenho medo de nenhum de vocês. Vou dar o nome, deixar vocês mais famosos. Depois se acertem, se entendam com a torcida do Grêmio”, atacou.

Além disso, prometeu ir, na próxima semana, ao programa 'Sala de Redação', da Rádio Gaúcha, para debater com os participantes. “É fácil bater e não ter que rebater. Vou fazer o Sala de Redação semana que vem, duas horas ao vivo. Conversaremos sobre futebol e veremos o quanto vocês entendem. Vocês seguirão falando as besteiras, mas estaremos ao vivo. Eu vou estar lá. Quero estar lá e veremos o quanto entendem de futebol”, afirmou.

Renato ainda reverberou incidentes do clássico Gre-Nal, vencido pelo Internacional por 2 a 1, com um gol nos acréscimos, de pênalti. E criticou novamente a imprensa ao comentar gesto feito pelo meia-atacante Thiago Galhardo em live após o confronto.

“Vocês (jornalistas) têm que cobrar do jogador do Inter, que não falarei o nome, mas vocês sabem quem é. Ele fez o cheirinho de título faltando seis rodadas e não vi ninguém criticá-lo. O Inter tem um grande time, está liderando, mas faltam seis rodadas. Se o treinador ou um jogador do Grêmio faz isso, cai o mundo. Vão lá perguntar por que fez aquele gesto”, disse.

As declarações de Renato foram alvo de nota da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg), divulgada nesta sexta-feira, em tom de repúdio. A entidade ainda reclamou do modelo de entrevistas coletivas adotado pelo Grêmio, com as perguntas dos jornalistas sendo gravadas.

“Renato coloca os milhões de torcedores do Grêmio contra a imprensa esportiva”, afirma trecho da nota. “A ACEG se solidariza e presta apoio aos cronistas que exercem seu trabalho e, atualmente – mais do que nunca, são o elo entre os torcedores e os clubes. Vamos lutar para que atos como esse não tornem a ocorrer e os jornalistas possam atuar com liberdade e segurança de que necessitam para bem realizar o seu trabalho”, acrescenta Alex Bagé, presidente da associação.

Com informações do Metrópoles