Coluna do Professor #348, por Albio Melchioretto

(Reprodução)

ALGUNS CLIQUES DO STREAMING

O texto trabalhará com três perspectivas, o Paulistão Play, o Carioca na MyCujoo e a crise do DAZN. E de antemão, a motivação dos escritos é, todo jogo precisa ser pago pelo torcedor?

A primeira perspectiva vem de São Paulo. Na última sexta-feira, 22, a Federação Paulista de Futebol lançou o PAULISTÃO PLAY. O serviço on-line estará disponível a partir da seguinte quinzena de fevereiro por meio das plataformas Android, iOS e website. A ideia é transmitir nela competições não comercializadas com exclusividade como , a Copa São Paulo, o estadual feminino e o Sub-20. Com este novo canal a FPF espera gerar uma nova linha de receita para si e para os clubes.

Albio Melchioretto
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A segunda perspectiva é o carioca. Ainda sem direitos confirmados do Carioca para a temporada 21, que já teve alguns jogos da fase preliminar mostrados pelo YouTube. Porém, a partir do sábado, 23, os jogos são exibidos pela plataforma MyCujoo, em pay-per-view a um custo de R$4,99 por partida, ou 24 jogos por R$40,00, envolvendo América, Americano, Cabofriense, Friburguense, Nova Iguaçu e Sampaio Corrêa. Lembrando que a MyCujoo, em novembro passado foi adquirida pela empresa portuguesa Eleven Sports, que pretende relançar a plataforma em 2021.

A terceira perspectiva são os números da DAZN. Após registrar dos anos de crescimento, 2018 e 2019, o ano de 2020 foi terrível e impôs uma mudança de perspectiva ao serviço de streaming. Mesmo com a queda do valor mensal do serviço, o portfólio foi reduzido. Ainda não se sabe o tamanho do atual buraco da plataforma. Além destes problemas, todos os serviços padecem duramente com a pirataria de sinal. Pelo menos valor da DAZN é possível receber sinal pirata de centenas de canais brasileiro e outros, mundo a fora. Parece que o consumir não está preocupado com os riscos de um sistema pirata. Depois de uma busca rápida no Google, a coluna começou a receber inúmeros anunciantes, e todos que contatamos, oferecem DAZN no pacote.

Usando algo do senso comum diria, “não há almoço grátis”. Se servido, alguém pagou. A coluna, há tempos mostra-se contrária a qualquer forma de pirataria, o classificamos como roubo de propriedade, seja o sinal, ou a propriedade intelectual envolvida. Mas isso não significa que o torcedor deva pagar por todo e qualquer jogo. Fechar as transmissões de competições menores, ou de pequenos clubes em pay-per-view significa despopularizar o surgimento de novos torcedores e limitar o acesso aqueles que já existem. Qual o ganho de um América x Sampaio Corrêa, pago? Ou forçar pagamento para ver um paulistão feminino? A geração de receitas é necessária, mas há um limite a ser observado, entre o espetáculo e o lucro. A atração é maior que lucro. Parece que a crise do DAZN mostrou isso...




Coluna do Professor #348, por Albio Melchioretto Coluna do Professor #348, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on 24.1.21 Rating: 5

7 comentários:

  1. Sou do tempo em que o futebol era gratuito. Tudo bem, com uma oferta menor: um jogo por rodada do Brasileirão (exceção de 1987, quando tínhamos até três jogos por rodada em TV aberta); a nível estadual tínhamos paulista e carioca (minieiro era só a final ao vivo); italiano (Band) às vezes português (Manchete), alemão (Cultura); finais da então Copa dos Campeões, Recopa e Copa da UEFA; Libertadores, só jogos de brasileiros; e mais um ou outro produto. O rádio, jornais e a Revista Placar nos informavam sobre o mundo esportivo. Hoje o portifólio é imenso mas a maioria é paga. Um valor inacessível para muitos. Como equilibrar essa equação? Texto provocou uma boa reflexão.

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  2. Por isso que eu tenho dito que campeonatos como esses tem que serem transmitidos de graça no youtube e no facebook,assim daria mais audiência e os clubes e as federações faturariam com os comerciais.Assim pago,poucos vão pagar pra ver.Aqui é o Mattias Mattioli quem comentou.

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  3. Sou contra a pirataria, mas está cada vez mais caro assistir esportes no Brasil, antigamente com um plano de tv por assinatura se tinha acesso a tudo. Hoje se for somar os canais de TV fechada, mais os streamings se gasta uma fortuna. Tem que ser revisto isso, pois com a renda do brasileiro induz a contratar um serviço pirata.

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  4. Vou no bar na esquina tá passando jogo toda hora, vou pagar pra quê? Puxo uma cadeira e já era.

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  5. Com a pandemia, redução gigantesca de recursos, inclusive sem bilheteria de estádio, que em alguns clássicos tinha renda superior a R$1 mi tranquilo, cuja parte da renda ia pra federação, então estão bolando um jeito de compensar isso. Se não vai pagar pra assistir o jogo no estádio, paga uma quantia menor pra assistir no sodá.

    Hoje tem uma gama imensa de jogos gratuítos que vão na contramão disso. Até a NBA agora tem transmissão de 3 jogos por semana, gratuítos e com excelente qualidade no YOUTUBE, fora diversos outros campeonatos, todos também de forma gratuíta, com outra visão, a de transmitir o jogo sem cobrar para mostrar a marca de seus patrocinadores e os dos clubes envolvidos.

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  6. Acabou a verba estatal pra redes de televisão, roubaram demais, inclusive as emissoras, não pensaram nada a médio e longo prazo, sem falar do mercado de direitos de tv inflacionado. E falando de streaming, brasileiro não gosta de ver futebol no pc ou no celular, aqui não vai colar. Está na hora de todas as redes se unirem, acabar com exclusividade ou todas elas vão falir ou virar um Bandsports da vida.

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  7. Evento ao vivo, prefiro na TV. Internet no Brasil ajbda precisa melhorar e, no momento, serve para filmes ,séries, e eventos gravados. Caso a internet falhar, assiste depois. Se for ao vivo, perde.

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