Coluna do Professor #285, por Albio Melchioretto

(Reprodução)
QUE MUNDO É ESSE? O DA SONOLÊNCIA OPERANTE

A coluna não falará do programa da Globo News, “Que mundo é esse?”, mas usa da ideia título dele para questionar algumas aberrações que somente a televisão brasileira é capaz de proporcionar. A vida, da CNN Brasil, daqui uma semana, faz algumas loucuras. A concorrência que dorme, começa a se mexer. Globo News com alterações de maior programação ao vivo, menos programas de entrevistas. Record aproximando-se da Fox News e Band News com nova grade prometida, assim como a nova Record “ponto” News. O jornalismo adormecido nas mesmices, pareceu acordar. Mas ele não acordou por se importar, com nós, espectadores, sequer com as receitas publicitárias.  Algo novo promete romper a ordem.


Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@professoralbio
A mesma lógica acontece com a televisão esportiva. Nesta semana, o principal narrador do finado Esporte Interativo, André Henning, fez críticas ao modelo de televisão paga esportiva. Num dado momento, ele comenta que o Brasil não suportaria por muito tempo 11 canais esportivos pagos. A independer do número, vivemos um momento de falta de iniciativa. Grupo Globo contratando bons profissionais dos concorrentes, mas eles não representam algo novo no canal, como programas ou novidades de modalidades ou competições. A ESPN e a Fox esperando a fusão ou não, Bandsports deixando a desejar. E por aí caminhamos, não há algo que encha os olhos, sem grandes novidades. Muito, poder-se-ia pensar que, a ausência de uma CNN Brasil na área esportiva, faz o que há, viver uma sonolência operante.

E a sonolência está também na TV aberta. Estamos nas vésperas de Tóquio-20, e o esporte olímpico é raridade. Record, que se vangloriou em ser um canal olímpico, abriu mão do projeto e vive entre interferências ridículas da igreja que a controla do seus interesses políticos. Band e Cultura respiram um NBB e Superliga, mas é pouco. Os demais, nada de novo debaixo do sol. Não há um projeto olímpico se as federações não investem para estar nas vitrines midiáticas. E pelo visto, a sonolência operante virou máxima na televisão, que vê apenas o jornalismo mexer-se.



Coluna do Professor #285, por Albio Melchioretto Coluna do Professor #285, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on 8.3.20 Rating: 5

5 comentários:

  1. Faltou citar os canais de internet, como DAZN, Live FC e outras que existem ou poderão surgir. Apesar de ser outra mídia, elas concorrem e tiram público dos canais de TV.

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  2. Esse ano de olimpíadas tá sendo desesperador. Nem parece que é ano olímpico, pq não tem reportagem, Contagem regressiva, transmissão de modalidades, NADA. Deram muito mais visibilidade à convocação das eliminatórias do mundial de futebol de 2022. Definitivamente esse foi o ciclo olímpico mais escondido da televisão na história. Quando chegar o resultado do quadro de medalhas, por favor não reclamem.

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  3. E não vai mudar muita coisa não. Não sonhem acordados.

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  4. Da para colocar a culpa no setor esportivo nas plataformas de Streaming, Há muita falta de eventos para se transmitir a ESPN respira com a Premier League, mas entope a programação de final de semana com Premier League com um ou dois "bons" jogos e o resto são jogos digamos medianos da Premier League na época em que a emissora tinha Bundesliga Ligue 1 a programação era preenchida com bons jogos, agora com a ESPN entregou a Bundesliga para a FOX em que a mesma não sabe aproveitar a competição na minha opinião a ESPN não tem conteúdo bom para cobrir o espaço e ainda por sima entregaram a Ligue 1 o Sportv em termos de futebol só tem os estaduais e o Brasileirão que também não é aproveitado na minha opinião, o movimento da Turner sendo obrigada a fechar o Esporte Interativo por causa da legislação vigente referente a compra da mesma pela AT&T lançou que na minha opinião daqui a alguns anos vá ser tendência na TV esportiva que é o chamados canais Superstation que são canais que passam qualquer tipo de conteúdos esportivo, novelas, séries, etc esse tipo de canal é bom para as programadoras pois não é necessário manter uma equipe grande de Casters dependendo do que for então é economia ou sobrar dinheiro para direitos de transmissão pois bem com a ascensão das plataformas de Streaming a tendência é faltar ainda mais eventos para as TVs então meu povo prevejo turbulência para quem gosta de assistir esporte na Tv nos próximos anos

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  5. Concordo plenamente, nada contra oa streaming, mas acho q isso e uma tendecia para o futuro, no presente onde tem lugares q mal tem internet e complicado, e as canais esportivos estão cada dia mais pobre em programação.

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