Coluna do Professor #274, por Albio Melchioretto


Colunista comenta exageros da imprensa na análise do Mundial de Clubes disputado no Catar. 



(Reprodução)
O MUNDIAL DE CLUBE VALE TANTO UFANISMO?

Ufanismo é um substantivo masculino que determina a atitude de quem se orgulha de alguma coisa com certo exagero. Um fanfarrão que se gabola de pequenos feitos. Os escritos da coluna são construídos antes da final entre Flamengo e Liverpool, apesar de publicação posterior. Digo isto para tecer algumas críticas ufanistas pós semifinais do Club World Cup da Fifa. Onde Flamengo teve um resultado interessante após dominar um tempo e o mistão do Liverpool penou para virar o jogo. Mas muitos da imprensa já projetava a final entre o campeão Sul-americano versus o europeu, ignorando a semifinal. Um grande exagero. No dia seguinte do Mengo, um jornalista soltou esta postagem no Twitter: “Ganhou com golzinho chorado de pelada, levando sufoco até dizer chega e com boa dose de sorte, vamo combinar. É esse o Liverpool triturador, máquina, favoritaço? Menos, bem menos...”

Vamos combinar outras coisas. Esta é a típica frase do torcedor apaixonado. Um jornalista pode assim ser, mas há de se considerar que, uma figura pública, forma opiniões. Melhor que falar com base em “achismos” seria demonstrar bons argumentos e considerar, no mínimo a temporada de cada qual. Certo ufanismo fanfarrão toma conta das mesas esportivas. Como se fossemos o melhor futebol do mundo, que Jesus realizara no Flamengo e milagre da multiplicação de gols. As análises de futebol não podem ser tão superficiais e emburrecedoras. Determinadas discussões na televisão cansam asco. Ao longo dos últimos detive-me em acompanhar o The Guardian, onde encontrei um lugar bem diferente para o torneio mundial… olhando o outro lado, será que nossa cobertura vale tanto ufanismo?

DEMOCRATIC TSUNAMI

CONTEXTO: Após a decisão do Supremo Tribunal espanhol, em 14 de outubro de 2019, da condenação de nove políticos a penas de prisão até 13 anos na tentativa de independência da Catalunha, os manifestantes voltaram novamente para as ruas. Promoveram diversas ações pró-separação e liberdade política. Por detrás de todas estas ações está um grupo chamado "Tsunami Democrático", que foi criado em setembro passado e tem intensificado suas ações nas mídias sociais.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@professoralbio
O FATO: Durante a realização de El Classico, a geradora de La Liga, covardemente, não mostrou o protesto do Tsunami Democrático em torno dos estádios. Uma das ações, foi a distribuição de cartazes com a inscrição “Spain, sit and talk” (Espanha, sente e dialogue). A polícia espanhola censurou a entrada de cartazes no estádio, mas não obteve sucesso. E no minuto 55, diversos torcedores jogaram bolas amarelas dentro do campo enquanto que gritavam, “libertem presos políticos”. Covardemente, de novo, a geradora, subiu as câmeras e abafou o volume dos microfones. A RNE (Rádio Nacional España) e a TVE (TV España), ignoraram o fato nos cometários pós-jogo. Enquanto alguns gabolam, outros, censuram.

É NATAL…

A coluna deseja a todos um feliz natal. Aproveito o momento para recuperar uma frase de Papa Francisco: “Esta criança mostra a fidelidade e a ternura do amor infinito com que Deus envolve cada um de nós. Por esta razão, nós celebramos o Natal, revivendo a mesma experiência dos pastores de Belém e junto com muitos pais e mães que trabalham duro todos os dias enfrentando muitos sacrifícios, juntamente com as crianças, os doentes, os pobres, nós festejamos.” 





Coluna do Professor #274, por Albio Melchioretto Coluna do Professor #274, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on 22.12.19 Rating: 5

2 comentários:

  1. O jornalismo esportivo aqui é uma piada. Falaram tão mal do Al-Hilal que eu pensei que fosse um verdadeiro time de várzea.

    Tem comentarista chorando porque europeu não liga pra futebol sul-americano, e esquece que o povo aqui despreza e muito o futebol jogado nos demais continentes (africano e asiático principalmente).

    Uma pouca vergonha da qual eu tenho um nojo profundo. Um bando de safados que ganham os tufos pra desinformar e torcer os fatos.

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  2. Não concordo,hora de futebol é sagrado,deixa a política para os noticiários!

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