Coluna do Professor #267, por Albio Melchioretto


Colunista fala da decadência da Rede CNT, inclusive no esporte.


(Reprodução)
CNT, QUE SE PASSA? SE É QUE PASSA!

Os primeiros anos da década de 1990, foram marcados pela presença da Rede OM, atual CNT no esporte. Contratação de Galvão Bueno, Libertadores de 1992, Copa do Brasil, Campeonato Paranaense, entre outros. Uma programação interessante. Em 1993, a rede dá lugar a CNT. E o que temos hoje é desesperador. O canal tem duas horas de programação própria por dia. E ainda assim consegue ser ruim. Por exemplo, o CNT Jornal, parcial, superficial e com falácias grotescas… o debate esportivo, inda que diário, não traz novidades, pouca ou quase nenhuma entrevista e tenta forçar polêmicas irreais.

DEPOIS DO 5X0 POUCA REFLEXÃO

No dia seguinte a vitória do Flamengo, passei os olhos pela mídia gaúcha, e a tragédia do Maracanã ocupava um espaço secundário ou quase invisibilizado nos jornais. Esta foi a forma de lidar com o fracasso. Mas será que escondê-lo foi o melhor caminho? Pouca coisa interessante foi produzida na mídia local para refletir a pífia noite tricolor no Maracanã. Não quero tirar o mérito rubro-negro, mas pensar as derrotas e apontar caminho é um papel fundamental da mídia esportiva.

O ACERTO DOS GAÚCHOS

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@professoralbio
No sábado passado a Série Ouro, que foi mostrada pela TVE-RS e pela TV Brasil, chegou ao final. Acredito ser este um dos papéis da televisão pública. Levar ao público o esporte que está fora da grande mídia. Divulgar e fomentar o esporte de rendimento e como ele pode ser um fator de desenvolvimento. Todo o Brasil ouviu falar da cidade de Venâncio Aires. A televisão pública vai além de interesses partidários, está a serviço de um país, e este serviço sugere um compromisso social. O esporte tem um aspecto social. Esta discussão vai além do futebol como produto, que por vezes escrevo, por que estou a falar algo que é além das grandes telas e dos grandes clubes. Os pequenos, quem enchem a camisa de patrocínios como necessidade de viver, e lutam para desenvolver e praticar algo que é de bom grado ao público e traz uma representatividade gigantesca. Mostrá-los é um compromisso social e também dar visibilidade.

A MELHOR JOGADA FOI DO EVERALDO MARQUES

“Boa sorte aos amigos da Band na temporada da NBA. A força da TV aberta é sempre bem-vinda pra qualquer esporte. Somando isso ao trabalho de ESPN e SporTV, temos NBA todo dia na TV. Quem ganha com o sucesso de todos é o fã de basquete”, publicou Everaldo no Twitter. Isto é bancada, tornar o esporte público e não boicotar o outro. Lição que o basquete nos dá, faz tempo.





Coluna do Professor #267, por Albio Melchioretto Coluna do Professor #267, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on domingo, novembro 03, 2019 Rating: 5

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