Coluna do Professor #247, por Albio Melchioretto


Colunista fala sobre as diferenças na cobertura da Copa do Mundo dos homens para a das mulheres (FOTO: PASCAL GUYOT/AFP)
GENTE, QUE MULHER!

Vivemos a oitava edição da Copa do Mundo. Desde 1991 a competição acontece. Duas vezes China e Estados Unidos sediaram. Somam a elas Suécia; Alemanha e Canadá. Com três títulos os Estados Unidos; dois a Alemanha, mais Noruega e Japão formam a galeria das campeãs. Pela primeira vez a Globo mostrará a competição. SporTV já mostra há algumas edições. A Band está escondendo as mulheres na madrugada.

Uma pausa.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@professoralbio
Quantas dobras criamos no futebol? Dobras que escondem o racismo (caso Aranha); a homofobia na cobrança do Tiro de Meta (bi-cha); o machismo (basta compararmos o espaço dos homens e das mulheres na televisão e em nossas conversas). O futebol é metáfora da vida, afirma o poeta Zé Roig (@zeroig). Se o poeta estiver certo, nossa sociedade esconde muitas coisas tenebrosas. Ela está doente! É tão doente que por um triz, não haveria história da mulher no futebol. Ela é uma figura a margem de todo movimento. E não precisa ser feminista para perceber a tamanha desigualdade de tratamento. Se não desconstruímos as narrativas de masculinização do futebol, o feminino será um evento de quatro em quatro anos, com uma breve pausa para as Olimpíadas.

Na Rússia-18 toneladas de equipamentos; estúdio de vidro; intermináveis mesas; reportagem ao vivo; narrador no estádio. Já na França-19… uma equipe acompanhando a seleção, jogos daqui, pré e pós-jogo no melhor estilo da rapidinha; nada demais… Reportagens especiais? Aqui uma, outra acolá. Se de fato o futebol for metáfora da vida, alguns ganham pré-jogo de duas horas para um jogo apático na noite paulista, e outras pelo esforço, apenas a margem.

É triste!



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Coluna do Professor #247, por Albio Melchioretto Coluna do Professor #247, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on domingo, junho 16, 2019 Rating: 5

6 comentários:

  1. A copa do mundo masculina é muito mais tradicional, o Brasil tem uma história gigantesca nessa competição, querer equiparar as coberturas esportivas, na minha visão é forçar a barra na questão de igualdade. Por mais que o esporte seja o mesmo a história é diferente, não podemos diminuir a história de um para igualar o outro, da mesma forma que não podemos construir uma história da noite pro dia pra agradar outros.
    Para os entusiastas do futebol feminino, tenham paciência. O futebol feminino está escrevendo sua história.

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  2. A questão de tempo e espaço na tv é muito simples de entender, coloca Alemanha x Noruega pelo feminino e Coritiba x Ponte Preta pela Série B, tranquilamente a Série B terá duas, três ou até mais vezes de audiência.
    Não é machismo, apenas realidade. Como o comentário acima disse, a história é construída passo a passo, ninguém chega gigante, todos constroem suas histórias antes.

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  3. Tenho cinco irmãs nenhuma gosta de futebol, minha esposa e cunhadas não gostam nem de ouvir falar de futebol. Mãe e sogra idem. É por isso que futebol feminino não faz sucesso, as mulheres em sua maioria não assistem. E agora a lacração quer homens assistem ao sofrível jogo feminino. Aí não...

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  4. A Band está mostrando vários jogos(graças a globo)quem esconde os jogos é a poderosa!

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  5. Concordo com todos os comentários acima, mas faço uma ressalva no do Alexandre, a Band, que segundo o Flavio pobbre quer voltar a ser o canal do esporte, de cada 4 jogos, mostrar 1 só pra depois ficar 5 horas no ar com o escorre sangue do Datena, ta fazendo feio.

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  6. Não gostar do futebol feminino agora e crime? Querer lacrar com tudo não e legal. O futebol feminino e fraco, talvez pelas Dimensões do campo, través, mas 13 x 0 em uma copa do mundo não tem como. Outros esportes o feminino e melhor, como o vôlei por exemplo.

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