Coluna do Professor #232, por Albio Melchioretto


SONY PERDE SEM MARCAR ÚNICO PONTO

Mais uma vez a coluna volta seu olhar ao tema do tênis e a proposta de transmissão do Canal Sony. A primeira ponderação que faço é que as críticas não se tratam numa ação direta ao canal, mas a maneira como ele tem tratado o esporte. Em outras oportunidades fiz críticas a ideia de superstations. A ideia de abraçar diversas frentes descaracteriza um canal e ele perde sua identidade e seu nicho de mercado. Critica que também faço ao TNT/Space agora com o futebol, e com o Space na época que mostrava a NBA. É um caso diferente do FoxPremium com o futebol espanhol e basquete, mas concordo que lá, não é lugar deste tipo de programação. A título de curiosidade, na década de 1990, o canal GNT, chegou a mostrar jogos do Sportv, quando havia apenas um canal de esporte no grupo Globosat.

Colunista comenta transmissões da WTA pelo canal Sony (Reprodução)
Mas um olhar de esperança, pois este ano, é o último ano de contrato do grupo com a WTA. Em novembro passado, noticiado por Flávio Ricco, havia interesse do grupo Band numa parceria, mas o negócio não se concretizou. O problema do canal Sony, no momento é a forma como o produto é (mal) tratado. Jogos em compactos, mostrados em horários duvidosos, torneios em compacto com outros ao vivo não mostrados no mesmo horário. Parece que não há espaço na grade de programação. No Twitter ele raramente é mencionado e no site, não há destaque algum para as competições. As transmissões, nos primeiros meses do ano, apenas em inglês. O canal contava com uma ótima equipe, não renovou o contrato com os profissionais da transmissão. Um descaso com o tênis, e por extensão, também com o fã do tênis e com a mídia envolvida. Pode se fala dos jogos da WTA.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@professoralbio
Este é um problema sério, quando um grupo faz aventuras no esporte. Mostrar eventos não significa apenas televisioná-lo. Para além do evento, é preciso criar uma cultura do esporte. O factual não é entretenimento. Na grade programação, consta, por exemplo, Torneio do México, Temporada 3, Episódio 1. Nomenclatura de série! Faltou profissionalismo do grupo Sony em relação a tudo isso. A lógica do seriado é importante, pois é o carro-chefe do canal, mas deixar o tênis a esta situação não cabe, pela especificidade que o produto merece. Torço, para que o canal repasse os direitos a outrem e não os renove ao fim do atual contrato, o esporte, os envolvidos e os fãs merecem mais.



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Coluna do Professor #232, por Albio Melchioretto Coluna do Professor #232, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on domingo, março 03, 2019 Rating: 5

3 comentários:

  1. Isso é uma sacanagem com o fã do Tenis feminino, mesmo que volte pro BandSport fico receoso como o canal vai mostrar tantas competições pois agora tem direitos dos atps 500 e 250 e não sei como ia ficar o retorno do WTA ao canal, espero que quem comprar os direitos saiba usá-lo e mostrar o tenis de verdade e não acabar com o produto ao invés de divulgá-lo

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  2. Tudo isso é audiencia , se não tem, não vão valorizar, não renovou o contrato pq não tinha audiencia. Pq se tivesse teria renovado. WTA é um publico muito expecifico, e o que me parece nem eles assistiam.

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  3. Excelente matéria, a transmissão da WTA pela Sony foi um exemplo claro de descaso com pontos mais cruéis na WTA Finals, por exemplo. WTA tem um nicho específico, o público sabe os horários em que acontecem os jogos. Torço muito para que outro canal (esportivo) compre os direitos a partir de 2020.

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