COLUNA #83 | Quem Te Viu, Quem TV, por Carlos Salvador

Um acerto
A UEFA Nations League chegou a sua reta final da fase de grupos, da sua primeira edição, neste fim de semana. É inegável e quase unânime entre o jornalismo esportivo que a competição entre seleções europeias é um sucesso. O resultado do sucesso da competição é comemorado efusivamente pela diretoria da Turner, que apostou muito em manter a competição na grade dos canais TNT e Space, e comemora a cada rodada de data Fifa, um novo recorde de audiência da competição. Em março, a ideia da emissora é enviar equipe de narradores e comentaristas para cobrir in loco o Final Four, provavelmente em Portugal.

Colunista menciona sucesso da Liga das Nações (Reprodução)
Rombo
O novo acordo de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro em 2019, é benéfico à competição, pois gera equilíbrio nas receitas dos clubes, e principalmente finda o monopólio da TV Globo quanto aos direitos de transmissão. Mas, acredite: no primeiro ano, esse acordo será altamente prejudicial aos clubes. Muitos terão um 2019 com pires na mão, devido a mudança da distribuição de receita de direitos de televisão para os clubes.

Por que?
Carlos Salvador
fb.com/carlosaugusto.salvador
@calosalvador
A questão é simples. Atualmente os clubes adiantam praticamente toda sua cota anual de transmissão, ou na pior das hipóteses, recebem parcelado durante os 12 meses do ano. A partir de 2019, com o rateio 40% em partes iguais, 30% por numero de jogos transmitidos e 30% pela classificação final, isso vai mudar e muito. Cada clube só poderá adiantar os 40% que tem direito, as demais fatias só poderão ser pagas após o termino do campeonato, e até lá, quase ninguém sabe como irá administrar suas finanças. Uma negociação que está em andamento é a repartição da fatia de 30% em duas parcelas, fazendo com que os clubes recebam suas partes ao fim do turno, e ao fim do campeonato brasileiro.

Cenários
Apenas três clubes não temem esta situação em 2019. Palmeiras com o aporte financeiro da patrocinadora, o Flamengo com a situação financeira estável e equilibrada, e o Grêmio que vem planejando o balanço de suas receitas para esse período, desde 2016. Na contramão, estarão os 4 clubes rebaixados. A distribuição dos 30% pela classificação final, somente contemplará os 16 primeiros colocados do BR19, ou seja, os quatro times rebaixados, além de um ano esportivamente terrível, terão um rombo sem precedentes para a temporada de 2020.

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COLUNA #83 | Quem Te Viu, Quem TV, por Carlos Salvador COLUNA #83 | Quem Te Viu, Quem TV, por Carlos Salvador Reviewed by Ribamar Xavier on segunda-feira, novembro 19, 2018 Rating: 5

8 comentários:

  1. Um acerto
    A competição não foi tão legal mas a audiência foi muito boa realmente.

    Por que?
    Esses clubes são os chamados "pires na mão".

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  2. Acho uma competição que tem méritos em ser uma...competição. Ok, é legal ver jogos valendo algo ao invés de muitos amistosos insossos. Porém é algo que incha o calendário e pode, no futuro, desvalorizar a Eurocopa tradicional (já inchada por 24 seleções). Aí temos de aturar a narração da TNT/Esporte Interativo dizendo que é um torneio maravilhoso, lindo, sem erros...Isso me incomoda demais; os canais transmitem os eventos e o fato de possuírem direitos de transmissão faz com que eles coloquem tudo de forma perfeita. Eu não gosto dessa exaltação excessiva; além do que, sempre narram no EI meio que tentando fazer indiretas ao que não transmitem (no caso, os amistosos da Data FIFA). Fica uma coisa meio forçada durante a transmissão, o exagero em exaltar o que transmitem e a crítica ao que não possuem.

    A maioria pediu esse sistema mais igualitário nas cotas de TV. Vamos ver se os clubes fazem bom uso disso com o passar do tempo. Acho mais justo no geral o sistema, mas acho que os rebaixados podem levar uma cota de participação, que poderia ser acrescida pelos percentuais, descontado claro o fato de terem ficado em posições ruins.

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    1. A Nations League não incha o calendário pois ela aproveita datas que já existem. Note que ela acontece nas datas que o Brasil joga com países sem importância.

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    2. Incha o calendário de jogos e competições de Seleções. Meio que se dilui (e pode se diluir mais com o tempo) um pouco a importância da Euro, por exemplo. Posso ter me expressado mal no sentido de parecer que falei que se criam mais datas, e não é o caso. Só não acho a competição acima de qualquer crítica, que foi como a narração do EI tentou fazer principalmente ontem, no jogo da Inglaterra, que foi a partida que assisti com mais tempo.

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    3. Já dizia Chacrinha,"Nada se cria,tudo se copia"então a CONMEBOL deveria fazer o mesmo por estes lados,assim a seleção jogaria um pouquinho mais em nosso país.

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  3. Só para citar um exemplo; fazem um torneio que é jogado no segundo semestre de um ano e a decisão é só daqui 9 meses (o Final Four vai ser jogado só em Junho do ano que vem)! É bem fora de mão isso, mas é o tal negócio, vão tentar vender como a maior maravilha da Terra...

    E a Copa do Nordeste que transmitiam como se fosse um campeonato de nível técnico altíssimo? Mais um campeão foi rebaixado para a Série C (Sampaio Correia). Então, os canais tentam sempre vender seus torneios maiores do que são verdadeiramente, em muitas ocasiões.

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    1. Verdade, mas todos fazem isso sem exceção. A Fórmula Pneu mesmo, já decidida e o final de semana do GP Brasil os caras falando que ia ter muita coisa em disputa e que essa disputa ia ser eletrizante...

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    2. Acho válido o canal mostrar o que há de melhor em uma competição exaltando seus atrativos.

      Porém, concordo que há muitos exageros na supervalorização destes torneios. Os americanos sabem fazer muito bem esse tipo de marketing. A diferença é que o pra tornar uma competição atrativa há a preocupação não só em exaltar nas transmissões e sim na organização como um todo.

      Eu acredito que, por exemplo, o campeonato brasileiro poderia ser mais valorizado, mas não de forma forçada nas transmissões e sim passando por uma reorganização total. Começando pelo calendário, programas de sócios-torcedores, melhor planejamento dos clubes, menos troca troca de técnicos, arbitragem melhor qualificada, uso do VAR, sensor quando a bola entra ou não entra, horários adequados para os jogos até por fim chegar na televisão. Ai sim valerá a pena exaltar uma competição.

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