Coluna do Professor #212, por Albio Melchioretto

FUTEBOL É BUSINESS

Transmissão esportiva na televisão é negócio. Minha forma de pensar o futebol como um produto é evidente em várias colunas. Não é novidade, para os leitores mais atentos, que busco esta linha na reflexão. Por muitas vezes já defendi aqui que caberia muito bem as emissoras públicas mostrar aquilo que é não business. Mas o foco de hoje é olhar alguns movimentos financeiros.

(Eduardo Anizelli/Folhapress)
O primeiro deles, com o fim dos Canais Esporte Interativo algumas competições ficaram às escuras. Uma delas é a Copa do Nordeste. O SBT já assinalou que não mostrará em nível nacional. A coluna entrou em contato com algumas fotos e dos players esportivos, pelo menos 3 já se mostraram interessados em abrir negociação. No outro lado, alguns clubes gostariam da entrada da competição nos canais Premiere. Como afirmo, são negócios. Falo isso porque li, noutro dia, alguns comentários mais apaixonados, algo do tipo, “o Clube A assinou com a TV B, agora ele não pode se render a emissora”. Gente, isso são negócios. Hoje A é parceiro comercial de B, amanhã poderá ser de C e depois voltar a B. O problema não está na “viracasaca” da análise de alguns leitores, mas vejo problema quando estas negociações não promovem o produto. Aqui caberia um olhar atencioso a forma como LaLiga negociação sua exibição e não a LigaOne. Os franceses, por aqui, fazem a negociação via BeIn Sports. E pelo visto, a visão de negócio dos árabes é bem diferente. Logo é cada vez mais distante ver o Francesão por aqui. Trocar de parceiro, voltar ou romper, quando se pensa o produto, o futebol pode ganhar, mas quando os interesses de presidentes falam mais alto, as instituições perdem. Daí a importância de uma Liga para pensar negócios e não das negociações individuais. O poder do conjunto fala mais alto e traz resistência e barganha.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
O segundo movimento que chamo a atenção é a quantidade de jogos da NFL nas telas dos canais ESPN. São sete jogos por semana. Se a janela foi “alargada”, o retorno também é comemorado. Audiência e sucesso financeiro. A lição da ESPN não é uma vitória de temporada única, mas o resultado de longas temporadas mostradas. Se o Futebol Americano é sucesso por insistência, porque outras competições não o são?

FUTEBOL EXÓTICO

Acompanhei a transmissão de País Basco versus Venezuela, amistoso em Data Fifa, pelo Canal Vasco Internacional. O canal aberto no satélite Hispasat 30W, mostra programas da cultura do País Basco, em programação com língua vernácula e espanhola. Além de jogos de futebol, o canal mostra também muita Pelota Basca. O jogo foi em vasco. A seleção do território, realiza um amistoso por ano, num esquema semelhante a seleção da Catalunha. A transmissão bem vibrante nas jogadas e narrada na velocidade da correria do jogo, porém, o gol não traz a euforia que estamos acostumados. Perdi um dos gols por distração. A narração mantêm o mesmo ritmo, nas jogadas mais agudas e mais lentas. O gol, é visto apenas como um detalhe.

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Coluna do Professor #212, por Albio Melchioretto Coluna do Professor #212, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on domingo, outubro 14, 2018 Rating: 5

Um comentário:

  1. Também acho que as emissoras públicas deveriam transmitir o que não é de interesse das emissoras comerciais, nem que seja na base do canetaço.

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