COLUNA #200 | Um craque se faz com algo mais que gols, por Albio Melchioretto


Colunista fala sobre a intensa cobertura da mídia em torno de Neymar (Lucas Figueiredo/Mowa Press)

Depois de quatro anos, chego a coluna de número 200, e justo no domingo de final da copa do mundo. Agradeço a você, nobre leitor, pela paciência e valiosas contribuições a este espaço. Em tratar-se de copa, abro um parêntese para falar dela tangencialmente. Como lembrei, faz algumas semanas, a razão de existir do espaço, é a Copa do Mundo, daí seu sentido especial e o apego de muitas linhas. Mas o foco de hoje é de um participante, que poderia ser estrela, mas foi coadjuvante nesta copa, Neymar Jr.

Na quinta-feira, 12, Juca Kfouri, numa intervenção na ESPN Brasil fez um paralelo interessante. Citou alguns camisas 10 que apontaram para cima a mística da camisa, citou Pelé, Zico e até Silas como protagonistas significativos. Jogadores que, com título ou sem, enalteceram e respeitaram o manto sagrado elevado-o. Em contrapartida, teceu duras críticas ao atual 10 por estar com a camisa em baixa, mais no chão que no alto. Para isto trouxe citações de vários jornalistas e ex-boleiros.

Interessante analogia. No mesmo dia, dediquei algumas horas ao BandSports, pela primeira vez nesta copa, acompanhando o Depois do Jogo. Nele, vi duras críticas ao jogador Neymar por vivenciar sua folga numa roda de poker junto a Gabriel Jesus. Na hora lembrei da polêmica que Edu Gaspar protagonizou, na entrevista pós eliminação, ao disser o que pensa do jogador. Pontos de abordagem completamente diferentes.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
Nem tudo ao céu, muito menos ao inferno. Permanecer que o meio do caminho é uma via interessante neste caso. Não quero defender, tampouco condenar o jogador. Mas, além destes três citados, existe um caminho de provocar a existência de heróis e vilões na mídia. Criticar a postura do atleta em campo, elogiar seus dribles, analisar sua condução de carreira, parece-me ser o papel da mídia, porém, dedicar horas ao comentar o que o atleta faz na sua privacidade, parece-me exagero.

Entretanto, figura pública possui privacidade? Não é está a seara de minha crítica, e sim, a crítica ao exagero da análise da vida privada do jogador. Bem como o perigo que “vocês da imprensa” (homenagem a Dunga!!!) causam ao tomar frases soltas e polemizá-las. E-qui-lí-brio (salve Tite!!!).

Entre críticas, tempo livre, choros e muitas quedas, penso que Neymar Jr., deveria seguir as orientações de um coaching como tentativa de preservar e melhorar sua imagem. Craque, não se faz apenas com gols.

E você nobre leitor, acredita que a mídia exagera na cobertura em Neymar?

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COLUNA #200 | Um craque se faz com algo mais que gols, por Albio Melchioretto COLUNA #200 | Um craque se faz com algo mais que gols, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on domingo, julho 15, 2018 Rating: 5

6 comentários:

  1. Muito pobre esse jornalismo da Espn sobre o Neymar, um misto de cretinismo (assuntos repetitivos, sem profundidade, pra enganar o telespectador) e amargura e ódio, Mauro Cezar e o Gian estrapolam, devem ser sujeitos bem amargurados, nas mesas é visível que o clima no canal não é amistoso. Enquanto isso, Rafael Oliveira e o Hofman são descartáveis no canal, falar do jogo, de tática não dá audiência e elevar o nível não é por idade no canal.

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    1. Rafael tem tudo para ser o melhor comentarista da TV, mas infelizmente a ESPN só desvaloriza ele. Daqui a pouco vai pra outro canal, igual o PVC fez, e a ESPN vai ficar com as amargurados e piadistas sem graça.

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  2. Concordo com quase tudo que escreveu. Só discordo do Hofman, que é chato demais e tem até muito espaço. O Rafael Oliveira é o melhor da ESPN atualmente e realmente sub-utilizado, nunca participou do Linha de Passe e tendo a achar que o motivo é esse que você disse. Não deve dar audiência falar do jogo, então falam de "polêmicas".

    Infelizmente temos de lembrar que existe público para esse tipo de debate rasteiro, por isso ele continua, mas tb caberia às TVs buscar algo de melhor nível. Essa insistência no assunto Neymar beirou o insuportável na Copa. E como foi dito no texto, o ideal é buscar o meio termos. Ele tem de ser criticado e elogiado como qualquer outro. Claro que ele gera mais repercussão por ser o atacante mais talentoso e famoso, mas o exagero é algo sim amplificado pela mídia.

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    1. *não deve dar TANTA audiência e *meio termo (corrigindo o quis dizer)

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    2. Estimado Alexandre Rodrigues, neste link encontramos a participação do Rafael Oliveira no Linha de Passe, http://www.espn.com.br/video/461297_rafael-oliveira-corinthians-continua-no-piloto-automatico-dos-ultimos-anos.
      Quando você mencionou ficou a dúvida, mas já o vi em momentos de férias... ABraços.

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