COLUNA #172 | A bola é minha, mas ninguém pode brincar!, por Albio Melchioretto

Colunista fala sobre as competições escondidas pela ESPN como a segunda divisão do Campeonato Inglês (Reprodução)
Há uma canção de Lulu Santos que diz “Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder”. Lembro de um diálogo onde questionava a ação. Se gosto quero evidenciar e não esconder. Me parece estranho a proposta da canção. Ao observar há alguns canais esportivos vejo que eles conseguem explicar melhor o que é esconder. A coluna de hoje, versará sobre alguns eventos escondidos pelos canais ESPN. Não é exclusividade dos canais do grupo Disney a prática de deixar escondido competições, Globo faz com certa frequência, Band joga para a madrugada e Fox Sports, também deixa para segundo plano. Mas, como mencionei, focaremos a ESPN.

Faz duas semanas que a coluna trouxe como tema o canal ESPN Extra. Lá tangenciou este tema. Mesmo com mostragem de alguns eventos no Watch ESPN, a coluna questiona a postura dos canais lineares do grupo Disney. A lista do que não é mostrado, é grande. Pelo que apurei há o campeonatos Holandês, Escocês, Belga, Segunda Divisão do Inglês, Mexicano, liga de acesso do México, Copa da Liga Escocesa e Copa da Argentina não mostrado. Ao futebol soma-se ainda diversas provas de ciclismo de rua; alguns torneios de tênis e a Canadian Football League. Comparei nestes dias a grade para o Brasil com outras pela América Latina, onde muitas destas competições são mostradas e me pergunto, onde foi que o canal se perdeu? Neste sábado tivemos a chance de ver o clássico escocês. Mas um campeonato inteiro não é feito com clássico único. É uma construção por rodadas e por jogos.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
O problema de grade é evidente. Há vários eventos acontecendo e os canais estão em reprises de programas e alguns jogos são mostrados exaustivamente. Algum leitor poderia questionar a qualidade técnica das competições supracitadas. Concordo que padecem e muito, entretanto, penso que cabe a televisão por assinatura proporcionar quantidade de espetáculos. Se não há espaço ao vivo, poder-se-ia criar espaços de VTs exclusivos ou repassar suas grades. São quatro sinais, 96 horas diárias de programação, então pergunto: como não há espaço para mostrar tudo o que se tem?  Mas somar as horas e pensar que o canal poderia sim pensar na quantidade e na qualidade, me remete novamente a canção interpretada por  Lulu Santos, “como uma ideia que existe na cabeça e  não tem a menor pretensão de acontecer”.

Ao leitor, feliz 2018, que seja um ano com mais competições, mais qualidade e maior diversidade! Abraços.

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COLUNA #172 | A bola é minha, mas ninguém pode brincar!, por Albio Melchioretto COLUNA #172 | A bola é minha, mas ninguém pode brincar!, por Albio Melchioretto Reviewed by Ribamar Xavier on domingo, dezembro 31, 2017 Rating: 5

7 comentários:

  1. Qualidade técnica não pode ser questionável. Primeira divisão holandesa, belga, escocesa, segunda divisão inglesa possuem jogos muito melhores que de campeonatos nossos, os quais a ESPN nem tem direito para exibir um ao invés o outro. Esse não pode ser uma "desculpa" deles.

    Na última quarta estava vendo Kortrijk v St. Liege pelo campeonato belga por um link da ESPN latina. Foram 90min falando sobre o jogo, os times, a competição. Na sexta vendo Crotone v Napoli na ESPN Brasil o Cledi Oliveira tava pedindo para o Zé Elias passar uma receita.... Parece que os caras estão é de saco cheio de passar o dia falando de futebol ai quando estão em uma transmissão colocam assunto totalmente irrelevantes. Esse é o nível o
    ESPN hoje.

    Se já fazem de qualquer jeito um jogo da líder do campeonato da Itália, imagina passando belga, holandês, segunda divisão inglesa...

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    1. Cledi Oliveira é o pior narrador da ESPN, essas gracinhas idiotas são tipicas dele. A informalidade forçada estragou as transmissões esportivas.

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  2. Eu não entendo porque escondem especialmente o Holandês e a Championship Inglesa.
    São ótimos jogos e de esquipes tradicionais.
    Seriam ótimos eventos para o Band Sports, por exemplo

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  3. Como eu disse na outra coluna, o Espn Extra é necessário exatamente para transmitir esses campeonatos. Parece que a Espn está sem equipe para transmitir tantos jogos. E por mais que algumas competições não sejam tão boas, tudo depende de quem transmite. Se a emissora traz informações sobre a liga, os times, história, jogadores, etc.... se torna mais interessante. Nós assistimos o futebol brasileiro apenas pela paixão e não por sua qualidade técnica (que quase não existe), se conhecermos mais desses outros campeonatos, também daremos atenção pois amamos futebol e amamos esporte.

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  4. Único campeonato que acho viável e atrativo seria o Mexicano, o resto junta tudo e joga no lixo.

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  5. A ESPN poderia ser mais transparente com o telespectador e explicar o porque dessa decisão de esconder essas competições.

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  6. A ESPN com o Trajano não era perfeita. O América do RJ era pauta porque o Trajano torce para ele. Os excessivos comerciais que vemos nas transmissões de NBA, NFL e esportes americanos em geral já apareciam anos atrás. E duas coisas que hoje o ex-diretor da ESPN critica, foram feitas com ele também.

    A ESPN teve seu momento de jornalismo engraçadinho, com a presença do Marcelo Tás com um quadro parecido com o do Prof. Tibúrcio do Rá Tim Bum e com um telejornal chamado 30 Minutos, que existiu nos primórdios do canal. Só em 1997 que o canal ficou com essa pegada mais crítica e analítica que marcou a “Era Trajano” por lá. E o Bate-Bola, que começou em 1998 depois da Copa da França, tinha um monte de edições durante a tarde. Só que, na época, viram que era um exagero e o programa, tempo depois, ficou com as duas edições tradicionais, na hora do almoço e à noite.

    Porém, no todo, não dá para comparar o que era a ESPN no passado com o que vemos agora. A gestão Palomino deixou o canal com um riso bobo alegre constante durante todos os seus programas e mesmo durante as narrações dos jogos; parece que é obrigatório rir de tudo e provar que o canal não é ranzinza (o que era uma característica do Trajano). Porém, rir de tudo deixou o canal com uma aparência boboca, tentando conseguir audiência a qualquer custo, mas sem qualidade. O que mais simboliza isso é a troca do Bate-Bola de alto nível na hora do almoço, com PVC, Mauro Cezar e Lucio de Castro, para algo bizarro e infantiloide que foi posto no lugar. Pode fazer sucesso com pré-adolescentes, mas a qualidade, marca da maioria das atrações do canal, foi por água abaixo. Além disso é difícil até assistir qualquer jogo no canal, ainda mais nos chamados esportes americanos. O objetivo parece que é sempre fazer algo para chamar atenção, ou virar meme na internet, sempre com piadinhas constantes e chatas na maior parte das transmissões.

    Soma-se a isso a perda de direitos de transmissão (a ESPN não vai exibir a Copa do Mundo de 2018 por exemplo) e a saída do ar de programas como Histórias do Esporte, Limite, Segredos do Esporte, Caravana do Esporte, Loucos por Futebol, que divertiam mas traziam um conteúdo diferenciado do que vemos em outros canais. Infelizmente a preferência por “hard news”, repetidas por todo o dia, deixou a ESPN Brasil com a cara de mais do mesmo, ou seja, virou um canal como outro qualquer, sem seu maior diferencial, que era a qualidade jornalística.

    Chega-se a conclusão que a troca pode ter agradado a chefia internacional do canal, mas reduziu muito a qualidade do que víamos na tela. Sobre a não exibição de vários eventos, é algo lamentável realmente. Poderiam diversificar tanto a transmissão de futebol quanto em outros esportes, se valendo da qualidade da transmissão, mesmo que os eventos em si não sejam de alta categoria. Muito melhor do que fazer debates intermináveis sobre o nada, como vemos hoje.

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