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Primeira mulher a narrar uma partida de NFL em rede nacional é vítima de machismo nas redes sociais, por Aécio de Paula

Colunista critica ofensas machistas dirigidas a Beth Mowins (Reprodução)
Poderia estar escrevendo sobre mais um capítulo histórico para a imprensa esportiva mundial. Afinal de contas, na última segunda-feira (11), pela primeira vez na história da NFL, uma mulher foi a titular da narração de uma partida do campeonato de futebol americano em rede nacional nos Estados Unidos. A dona da façanha é Beth Mowins, já conhecida do público por entender muito do esporte que é uma das paixões do povo americano.

Poderia estar elogiando a boa narração técnica nessa partida entre Mowins na partida entre Denver Broncos e Los Angeles Changer, válida pela primeira rodada da temporada regular da Liga de futebol americano.

Mas não vou fazer isso.

Não vou porque infelizmente é preciso falar da repercussão de comentários de cunho sexista que inundaram as redes sociais no decorrer do jogo.

“Não sou machista, mas não me empolgo em ver uma mulher narrando NFL”, “Nada pessoal, mas homens assistem esporte para não ter de ouvir esposas ou namoradas”, “Ter uma mulher narrando acabou com minha noite”. Esses foram só alguns dos muitos comentários que foram compartilhados em uma rede social pela própria narradora.

Aécio de Paula
Colunista do Esporteemidia.com
@TorcidaBrasil2
Alguns dirão que “é só uma opinião”. Não. Note que nenhum comentário descrito acima mostra uma opinião sobre os requisitos técnicos da jornalista. Todos se baseiam no fato dela ser mulher.  Outros dirão que isso é “mimimi de progressista”. Gostaria de lembrar, que bom senso e respeito aos direitos iguais não são características de progressistas, conservadores, coxinhas ou petralhas.  São características de um bom cidadão.

Como não poderia ser diferente, o jornalismo esportivo não é uma bolha separada da sociedade. O que acontece aqui nada mais é do que um espelho de um mundo doente que a gente vive. Termino esse texto com a resposta da  Beth.

“Vou encorajá-los a tentar assistir até o final e, se até esse momento, eles não gostarem do que fizemos, então isso é um problema deles, não meu. Eu não vou mudar nada do que eu faço para fazer as pessoas gostarem de mim”.

Assim que se fala.

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