Santos admite que não houve ação externa no episódio com Eric Faria

Santos não provou que o repórter havia se comunicado com os profissionais de arbitragem que estavam na partida (Reprodução)
Ao contrário do que vinha fazendo desde 26 de julho, quando bateu o Flamengo por 4 a 2 e foi eliminado da Copa do Brasil, o Santos recuou em julgamento realizado nesta quarta-feira (09), na terceira comissão disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), e admitiu que não houve interferência externa em lance de pênalti que o árbitro Leandro Vuaden havia anotado para a equipe paulista - ele mudou de ideia depois de mais de um minuto, e a diretoria alvinegra alegou inicialmente que essa alteração tinha acontecido por ação de Eric Faria, repórter da Globo que estava perto do campo.

Depois do jogo, o Santos apresentou um ofício à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e chegou a pedir anulação da partida. Também montou um dossiê com elementos como o depoimento de um torcedor que estava em um camarote atrás da posição de Eric Faria.

No entanto, como nenhuma das provas apresentadas pelo Santos era indubitável, o STJD acabou denunciando Modesto Roma Júnior, presidente da equipe paulista, por acusação sem provas.

A Globo e o próprio Eric Faria também se manifestaram sobre o caso e repudiaram as acusações de que o repórter teria influenciado a decisão da arbitragem – a participação de um elemento externo é proibida por regulamento da Fifa.

Nesta quarta-feira, o departamento jurídico do Santos disse ter avaliado melhor o caso e adotou postura menos contundente sobre a ação de Eric Faria. Em vez de tentar provar que o repórter havia se comunicado com os profissionais de arbitragem que estavam na partida, o clube centrou sua argumentação em uma tentativa de evitar punição drástica a Modesto Roma Júnior.

"O Santos reconhece que não houve interferência externa no lance. O clube apurou o caso e chegou a essa conclusão, por isso retirou o pedido de impugnação da partida", disse o advogado santista no julgamento, Márcio Andraus.

Na réplica, porém, a promotoria do STJD alegou que Modesto tinha dado entrevistas a programas de TV. Citou, inclusive, uma participação do dirigente ao vivo na "ESPN Brasil". O julgamento passou a ser então uma discussão sobre a situação do dirigente no momento em que o ofício foi emitido – ele estava nos Estados Unidos como chefe de delegação da seleção brasileira feminina.

ATUALIZAÇÃO: O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, foi suspenso nesta quarta-feira (09) pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). O dirigente havia sido denunciado pela procuradoria do órgão por ter feito acusações infundadas ao repórter Eric Faria, da Globo. Recebeu pena de 120 dias e multa de R$ 100 mil em sessão marcada por clima tenso e decisão dividida. Com a suspensão, Modesto, que não esteve no julgamento, não poderá assinar qualquer documento, frequentar vestiário ou áreas reservadas a dirigentes, dar entrevistas ou representar o Santos em eventos oficiais. "Vamos entrar amanhã [quinta-feira] com um pedido de efeito suspensivo e vamos recorrer ao pleno", disse Márcio Andraus, advogado do Santos na sessão do STJD.

Com informações do UOL Esporte (Pedro Ivo Almeida e Rodrigo Mattos)

Curta nossa página no Facebook.
Siga o Esporteemidia.com no Twitter.
Nos acompanhe no Google+.



Santos admite que não houve ação externa no episódio com Eric Faria Santos admite que não houve ação externa no episódio com Eric Faria Reviewed by Ribamar Xavier on 9.8.17 Rating: 5
Tecnologia do Blogger.