Header Ads

Coluna 'Quinta Categoria', por Carlos Salvador #22 (Més que un Joc)

Colunista fala sobre a Chpacoense na Europa e a assistência aos familiares das vítimas da tragédia do ano passado (Rex Features)
Na última segunda feira o mundo parou para assistir Barcelona e Chapecoense. Um duelo impensável a um ano atrás, mas que se tornou real por meios fatídicos daquele 29 de novembro. A atitude do time catalão, louvável desde a tragédia com apoio moral, financeiro e se necessário, estrutural ao clube catarinense. Querendo ou não, houve um cachê pago a Chape pela participação no troféu Joan Gamper. O resultado não nos importa. Ver Alan Ruschel jogando, Raphael Henzel narrando, importa. Ver Neto e Follman homenageados, também importa. A TV brasileira deu repercussão grande e digna do evento. Na TV aberta, a Globo transmitiu, na fechada, o Sportv, e na internet Sportvplay também transmitiu. Mas tudo isso importa em um determinado grau, mas não o grau suficiente. E sabem porque?

Onde está a assistência da Chapecoense para os entes daqueles que se foram? Ou onde está a repercussão dos meios de comunicação brasileiro com aqueles que ficaram sem pais, maridos, filhos e principalmente provisores de suas famílias? É legal ver a chape se recuperar em campo. Bom ver dois dos sobreviventes estarem prestes a jogar oficialmente, mas nada disso importa se não houver cuidado e carinho com aqueles que aqui ficaram e sofrem com a saudade daqueles que se foram.

Carlos Salvador
fb.com/carlosaugusto.salvador
@calosalvador
A Chapecoense se tornou uma marca mundial, infelizmente devido uma tragédia sem precedentes. Tem crescido cada vez mais as críticas àqueles que a dirigem atualmente, por em teoria, não dar suporte aos familiares das vítimas. Talvez realmente não haja culpa, e pode até ser que haja certo esforço em resolver, mas parece que não é suficiente.

Esta semana está sendo gloriosa mundialmente para o time verde. Na segunda, jogo com o Barcelona, terça amistoso com o Lyon, fim de semana jogo com a Roma e por fim, disputa de título no Japão pela Copa Suruga. Existem pessoas que dizem “ahhh estão lá as custas do que se foram”. Pois bem, é isto mesmo, porém com outra concepção. Se a tragédia não tivesse ocorrido, e a Chape estivesse também disputando a Copa Suruga ou um impensável troféu Joan Gamper, e o grupo tivesse mudado por circunstancias do futebol, não diriam a mesma coisa?

Na tragédia acometeu a todos, a cobertura foi mundial, hoje o reconhecimento também é mundial. A mídia tem grande importância em tudo que está acontecendo. Sabemos dos sobreviventes, mas não podemos glorifica-los como heróis ou algo acima daqueles que se foram. Sabemos dos que se foram, mas não podemos nos martirizar em tudo que a chape foi fazer, como se ainda houvesse a culpa nos que ali estão.

Que a vida seja celebrada. E que aqueles que se foram, fiquem nas boas lembranças.

Curta nossa página no Facebook.
Siga o Esporteemidia.com no Twitter.
Nos acompanhe no Google+.