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Esporte Interativo tem nas mãos um monstro que ajudou a criar, por Albio Melchioretto, Coluna #147

Comentarista menciona o imbróglio que resultou na saída do Sport da Liga do Nordeste (Reprodução)
Frankstein, de Mary Shelley, é a história de um entusiasta, que criou um monstro e depois perdeu o controle sobre sua criação. Desafiou paradigmas e construiu uma nova linearidade, mesmo questionável do ponto de vista ético. Foi em frente com seu monstro até não poder mais. Da narrativa inglesa ocupou a tela dos cinemas com diferentes adaptações.

Inspirados no monstro de Frankestein chegamos ao tema da coluna de hoje, as divergências da Liga Nordeste. Insatisfeito com o repasse financeiro os três grandes do futebol pernambucano, Sport Recife, Santa Cruz e Náutico movimentam a desfiliação da liga que organiza a competição regional do Nordeste. A ideia não é fugir do Nordestão, mas estar numa competição com apenas os “grandes” da região e com menos jogos. Vale lembrar que a participação dos três conta com a mão amiga da Federação, aquela mesma que arbitrou contra o gol do Salgueiro.

Como estamos nas portas do novo contrato do Brasileirão, os três clubes de Pernambuco tem assinado com a Rede Globo para o certame nacional e saem da competição destaque do Esporte Interativo. Um argumento forte na questão Nordeste é a reclamação do pouco dinheiro repassado por cotas aos clubes e eles têm a competição como deficitária, além do excesso de jogos. A ideia de sobrevivência por conta de televisão é muito grande. Não há iniciativa de clubes para superar este modelo fracassado. Então diante do cenário de incompetência se apressam em eleger culpados.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
Parece evidente que esta briga tem como pano de fundo o direito de exibição pelas competições. O mesmo expediente que movimentou a implosão do clube dos treze e agora a implosão da liga do Nordeste. Não estou falando que a Globo é o lado negro e o Esporte Interativo a luz da história. Não há bandidos nem mocinhos, apenas interesses e mais interesses. Vejo o canal Esporte Interativo como um alimentador do monstro que quer devorá-lo. As investidas do canal do grupo Turner tem inflacionado os direitos pelas competições, porém, nada chega perto ao índice de audiência que uma Globo eleva a competição. Mas isto não pode ser critério único para determinação. Esta disputa que hoje é pelo Nordestão será mais clara e evidente quando os interesses do Esporte Interativo e da Globo se chocarem no Brasileirão. Quando a competição não for hierárquica e vendida em conjunto, estas confusões e estes círculos de palhaços continuarão. Não é saudável pensar via clubes e participação por convite, é preciso ter critérios claros e uníssonos para participação e a venda por competição. Os clubes não podem criar competições Brasil a fora. Esta lambança descriteriosa espanta o torcedor e não o excesso.

Não é uma questão de Globo versus Esporte Interativo apenas, mas é uma questão de clubes presididos por corruptos interesseiros que estão mais preocupados com a grana da televisão com que o espetáculo. Excesso de exposição não afugenta público, o que o faz não ir ao estádio é a péssima qualidade do espetáculo. Inglaterra, França e Portugal são bons exemplos. Rodadas de Natal, nacional e duas copas. Lá também há excesso e mesmo assim o estádio é lotado. Não é o excesso dos jogos grande problema, mas como a competição é planejada pelos clubes. Não vejo esperança de saída enquanto os mesmos dirigentes tomarem as mesmas medidas sempre.

Neste caso a esperança é apenas uma ilusão.

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