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Ato em Goiânia lembra 5 anos da morte do cronista Valério Luiz

Grupo caminhou pela Praça Cívica e pediu celeridade na análise do processo (Murillo Velasco/G1) 
Familiares e amigos do cronista esportivo Valério de Oliveira, assassinado em 2012, aos 49 aos, fazem um ato na manhã desta quarta-feira (5), em Goiânia, para relembrar os cinco anos do crime. As informações são do G1 GO, por Murillo Velasco e Sílvio Túlio.

O protesto pede ainda celeridade à Justiça para analisar o caso, uma vez que, passada meia década, os cinco acusados respondem ao processo em liberdade. Entre os envolvidos, está o atual presidente do Atlético Clube Goianiense, Maurício Sampaio, que nega elo com o homicídio.

Cerca de 30 pessoas - a maioria vestindo camisetas com a foto do jornalista - participaram da manifestação. Entre eles, o pai de Valério, o também cronista Manoel de Oliveira, conhecido como "Mané". Ele afirmou que vai caminhar "até quando for preciso" para que os envolvidos paguem pelo crime.

"Não desejo isso para nenhum inimigo meu. Nem para a pior das pessoas. É muito doloroso tudo isso, mas nós estamos convictos na condenação de todos os envolvidos. Já tínhamos consciência de que isso ia demorar um tempo até isso chegar na fase final e os culpados irem a júri. O desejo é que todos estes bandidos sejam responsabilizados", afirma.

O filho de Valério, o advogado Valério Luiz Filho, também está presente. Ele cobrou mais velocidade da Justiça para analisar o processo. Com os recursos, o processo tramita, atualmente, no Supremo Tribunal Federal (STF), que já manteve decisão de mandar os acusados a júri popular. No entanto, não a data para a sessão. A defesa já recorreu.

"A decisão que mandou os cinco acusados para júri saiu em 2014, desde então está sendo recorrido pela defesa deles. Como o STF já negou o habeas corpus, é bem provável que este recurso também seja negado e os acusados possam ser levados a júri. Acreditamos que de 6 a 8 meses já podemos solicitar uma data para o julgamento", espera.

Denúncia

O crime aconteceu em 5 de julho de 2012, logo depois de Valério Luiz deixar a Rádio Jornal 820, no Setor Serrinha, em Goiânia. Ele foi atingido por seis tiros.

De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado pelas críticas que o jornalista fazia à diretoria do time de futebol. O documento destaca que os comentários geraram entre Sampaio e Valério Luiz "acirrada animosidade e ressentimento" por parte do acusado.

Além de Sampaio, outras quatro pessoas são acusadas de envolvimento no crime: Urbano de Carvalho Malta teria contratado o cabo Ademá Figueiredo para matar o cronista, Marcus Vinícius Pereira Xavier teria participado do planejamento do crime e Djalma da Silva foi indiciado por atrapalhar as investigações da polícia.

O juiz Lourival Machado, da 2ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida, mandou Sampaio, na época, vice-presidente do Atlético-GO, a júri popular pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe mediante recompensa e adoção de meio que impossibilitou a defesa da vítima. Porém, a defesa recorreu.

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