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Acerj e Vasco acertam ações para segurança à imprensa em São Januário

Estádio São Januário está interditada para partidas de futebol (Reprodução/Globoesporte.com)
Um dos principais motivos para que o pedido de interdição de São Januário fosse acatado é a segurança dos profissionais de imprensa durante os jogos da equipe no estádio. Nas confusões no clássico com o Flamengo, última partida disputada no local, jornalistas foram agredidos por torcedores, inclusive com invasão nas cabines que resultou em ferimento grave em um cinegrafista da Band, necessitando que um repórter da Record, que dividia a cabine, lutasse contra o agressor para desarmá-lo e evitar algo pior com o companheiro ferido. Visando corrigir esta situação, a Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj) se reuniu com o presidente do Vasco, Eurico Miranda, na última terça-feira, e medidas foram acertadas para tanto. E o presidente cruz-maltino garantiu treinos abertos para os jornalistas, fato que não acontece desde agosto do ano passado.

Antes do encontro com Eurico Miranda, o presidente da Acerj, Eraldo Leite, e o vice da associação, Ricardo Gonzalez, se reuniram com o responsável pela comunicação do Vasco, Roberto Garófalo, e com o assessor especial da presidência, Ricardo Vasconcellos. Medidas operacionais a serem tomadas foram acertadas. Para evitar invasões nas cabines, ponto de maior perigo visto nas confusões em São Januário no jogo com o Flamengo, ficou acertada a construção de um muro no terceiro degrau da arquibancada, de cima para baixo, à frente das cabines. Atualmente, o espaço entre o último degrau e a janela da cabine é de aproximadamente um metro, o que facilita possíveis invasões, deixando em risco a segurança dos profissionais de imprensa que ficam no local.

Atualmente, os jornalistas que trabalham em jogos em São Januário precisam passar pelos torcedores para que se chegue ao local de trabalho. Uma outra medida acertada no encontro é a de buscar a aprovação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que a "imprensa passe por um pequeno trecho do gramado (não do campo de jogo) até o início do protocolo da CBF, entrando pelo vestiário da base e subindo às cabines, para que não haja o contato com o público". A terceira medida anunciada foi a de realização de um "estudo de medida para deixar menos exposto o repórter cinematográfico que capta os impedimentos e fica no meio da torcida do Vasco (provavelmente com a colocação de dois seguranças do clube no local)".

Os jornalistas de veículos escritos, atualmente, ficam em um camarote atrás do gol, onde no jogo com o Flamengo também teve agressão sofrida por um profissional de imprensa. Para garantir a segurança dos profissionais também deste tipo de mídia, ficou acertado "possível mudança do camarote da imprensa escrita, com pedido da Acerj para a presença de seguranças no novo local". A Acerj também informou que "foi tratada a questão da responsabilidade sobre a segurança nos jogos do Vasco. E Ricardo Vasconcellos foi bastante claro ao informar que essa é uma atribuição do Vasco, e não da Polícia Militar. Segundo ele, o Vasco não terceiriza o serviço com uma empresa do setor, são profissionais designados pelo clube".

Na oportunidade de reunião com o presidente Eurico Miranda, Eraldo Leite apresentou o desejo da Acerj de uma maior integração com os clubes e de maior acesso dos jornalistas a treinos e jogadores. Em nota divulgada pela entidade, "o presidente do Vasco fez críticas à abordagem de alguns temas relativos ao clube por parte da mídia, aos comentários de alguns jornalistas, mas garantiu que já autorizou a volta de alguns treinos abertos - medida que ainda está sendo viabilizada". No fim do mês passado, o vice-presidente de futebol, Eurico Brandão, mais conhecido como Euriquinho, se reuniu com todos os setoristas do Vasco nos veículos do Rio de Janeiro, entre jornal, rádio e site, e já tinha garantido a volta gradativa do acesso aos treinos para os jornalistas, o que ainda não foi colocada em prática. Este ano, apenas um treino foi liberado para a imprensa - o primeiro de Luis Fabiano no clube. Os treinos 100% fechados acontecem diariamente desde os Jogos Olímpicos em agosto do ano passado.

Ficou debatido na pauta do encontro também a restrição a alguns órgãos de imprensa ou jornalistas a São Januário, fato que gera grande animosidade. Eurico Miranda explicou os motivos de sua irritação, mas não negou o pedido formal feito pela Acerj. Passou a questão para Roberto Garófalo e a entidade, em nota, garantiu que voltará ao tema com ele. Por fim, "a diretoria da ACERJ avaliou que o encontro foi proveitoso, na medida em que, primeiro, houve uma aproximação com o Vasco, segundo, porque medidas de segurança serão tomadas a curto prazo". Finalizou em nota dizendo que "finalmente, ao menos nesse primeiro encontro, ficou estabelecido um canal importante com a assessoria de imprensa do clube para que sejam tratadas questões pontuais do interesse dos jornalistas na cobertura do Vasco".

As informações são do Lance!

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