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'Minha prioridade na vida é nunca mais usar droga', diz Casagrande no Canal Brasil

Walter Casagrande durante entrevista ao programa 'Nasi Noite Adentro', do Canal Brasil (Reprodução)
O ex-jogador e comentarista Walter Casagrande tem consciência de que só é capaz de manter o trabalho, o relacionamento em família e a sanidade mental com uma condição: ficando longe de qualquer droga. Ele é o convidado da edição de estreia da temporada do programa 'Nasi Noite Adentro', que vai ao ar nesta quinta-feira (22) no Canal Brasil. A informação é do Notícias da TV.

Amigos e dependentes químicos, Casagrande e o cantor Nasi conversam sobre o vício, e o comentarista de 54 anos faz um desabafo sobre sua experiência.

"Eu dei azar de ser dependente químico. O que eu queria na minha vida? Poder 'dar um tirinho', beber um vinho, ver um show de rock e ir para a minha casa dormir. Era o meu sonho. Não dá. Se eu der um tirinho, vou ficar quatro dias cheirando; se eu beber uma taça, vou tomar dez garrafas de vinho, vou pra minha casa três dias depois e minha vida vai para o inferno", declara.

"Então, eu não posso, é a opção que eu coloquei. Minha prioridade na vida é nunca mais usar droga. Se eu nunca mais usar, tudo acontece do jeito que está: ascensão profissional, vida sadia, eu estou ótimo, melhor momento da minha vida, recuperei o relacionamento com meus filhos. Tenho convite para várias entrevistas, porque eu venho. Antigamente, não sei; se eu não usasse [droga] antes, eu vinha; se eu usasse, eu dava uma ligada e avisava: 'Hoje não vai dar'. Fiz várias vezes isso", revela.

A história de Casagrande com as drogas, principalmente a cocaína, começou na adolescência e se intensificou nos anos 1980, quando começou a ter grande sucesso nos gramados como jogador de futebol.

Ele confessa que, na época em que jogou no Corinthians e no São Paulo (1982-1986), já tinha o hábito de consumir a substância, mas não teve problemas na atividade profissional porque nunca foi pego em exames antidoping.

"Nos anos 1980, não tinha exame específico para cocaína e para maconha. O exame era pra pegar anfetamina, porque é ela que altera, aumenta o rendimento, a disposição. A cocaína é uma droga social, não aumenta o rendimento de ninguém. Jogar futebol usando cocaína é absurdo, eu nunca usei para jogar. Mas, por ser dependente químico, você não consegue se manter sem o uso da droga. Naquela época não tinha exame especifico pra isso, mas se tivesse eu seria pego, sem dúvida", confessa o comentarista.

O ex-jogador explica que começou a usar drogas aos 14 anos e intensificou o consumo para tentar suprir o prazer que tinha quando vencia no futebol. Depois de passar pela adrenalina do gol e pela euforia em campo, ele sofria um vazio, preenchido apenas pela sensação que o pó branco proporcionava.

"Você faz um gol em Copa do Mundo, em três segundos você vai de zero a cem, adrenalina. Bate tudo no seu corpo. Não tem nada que faça isso a não ser a droga. A cocaína dá um prazer imediato, mas depois ela volta", conta.

Durante três décadas, Casagrande teve dificuldades para lidar com a dependência química. Sofreu infarto, acidente de carro e foi internado em clínicas de reabilitação. Hoje, ele dá palestras sobre o assunto e diz que procura se manter distante de qualquer substância que provoque vício.

"Qual é o segredo, que eu fui aprender depois de dez anos? Hoje eu não bebo. Eu não uso droga nenhuma, óbvio. Vou a festas e, quando o pessoal começa a beber, eu vou embora. Não fico no meio de pessoas que estão na euforia da bebida. Então eu optei por isso [ficar longe das drogas], é o caminho que eu estou seguindo e sei aonde tenho que ir para conseguir manter", afirma.

No final da entrevista, Nasi e Casagrande fazem um brinde: o cantor com uma taça de vinho e o comentarista com um copo d'água.

Há cinco temporadas no comando do programa, Nasi faz entrevistas com personalidades da música, esporte, literatura e vida noturna. A cada episódio, o vocalista da banda Ira! leva um convidado para tomar um drinque em um restaurante paulistano. Nesta temporada de 26 episódios, ele também receberá nomes como o rapper Rappin Hood, o repórter Arthur Veríssimo e a escritora Gaía Passarelli.

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