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Globo diz que modelo inglês de divisão de cotas não representa 'aumento significativo'

O novo acordo com a Globo entrará em vigência a partir de 2019 (Reprodução)
Pivô de briga dos clubes contra um suposto processo de 'espanholização' que teria Flamengo e Corinthians no centro, a mudança na divisão de cotas do Brasileiro não afetou os cofres da Globo, segundo reportagem publicada pelo ESPN.com.br, assinada por Marcus Alves.

Em acordo fechado com 26 equipes, a detentora dos direitos de transmissão do campeonato passará a adotar um modelo de rateio mais próximo com o da Premier League na TV aberta a partir de 2019: 40% igual para todos, 30% a partir do desempenho em campo e outros 30% baseados na exposição. A nova distribuição agradou aos cartolas e teve papel decisivo nas negociações.

Aliadas a elas, vieram também as luvas como premiação pela assinatura dos novos contratos.

Os bônus que chegaram até mesmo a R$ 100 milhões deram a sensação de que as cifras haviam mudado de patamar.

Não é exatamente assim.

"(Os valores subiram) em função de concorrência. O valor... Eu diria o seguinte: em termos absolutos, os valores fixos - ressalta-se que existe um fundo que é variável (pay-per-view e futuro OTT) -, você não teve aumento tão significativo assim, não teve", afirmou o diretor de aquisição de direitos esportivos do Grupo Globo, Fernando Manuel, em evento recente.

"O que você teve, sim, foi reformulação completa da forma como esse dinheiro se divide entre os clubes e uma antecipação de valores, chamadas luvas, isso, sim, algo totalmente fora do plano original. Mas acho que, sim, a recessão impactou a negociação no ano passado", completou.

A alteração da forma com que a grana da TV é dividida não deixou os clubes plenamente satisfeitos.

Existem movimentos pleiteando que o pay-per-view também siga o mesmo exemplo da aberta com o novo acordo.

Eles apontam que a Globosat fica com 62% de toda a receita enquanto que sobra às equipes uma fatia de apenas 38%. Mais do que isso, sugerem que, mesmo com a alteração que tornará obrigatório para cada assinante declarar o time para o qual torce a partir de 2019, o formato ainda não será preciso para definição de rateio.

O Atlético-PR é um dos que lideram o protesto.

Na última semana, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Mario Celso Petraglia, esteve ao lado de executivos da concorrente Esporte Interativo.

Em comparação durante reunião do órgão que representa, Petraglia disse que o Flamengo recebe atualmente R$ 3,2 milhões por jogo no pay-per-view, enquanto que o rubro-negro paranaense, R$ 150 mil.

O cartola e seus aliados não descartam que, em curto a médio prazo, o PPV substituirá a TV aberta como fator desequilibrador na divisão da receita com direitos de transmissão e a susposta 'espanholização' volte a ser acompanhada.

"(Houve um) Desgaste natural do modelo que a Globo até então aplicava, na verdade, aplica vigente até 2018 na distribuição de cotas. Desgaste natural, OK? Algo que faz sentido no passado e deixa de funcionar no futuro. Foi uma experiência muito bacana porque concorrência na prática é salutar no mercado, status quo, acelera ou cria o ambiente necessário para transformações. E assim foi tanto para o futebol brasileiro quanto para o Grupo Globo. Dessa discussão toda, surgiu novo modelo de distribuição de receita para o Brasil, a sua principal competição, Série A, com critérios objetivos e racionais, ligados a meritocracia esportiva e comercial. Foi o próprio ambiente competitivo que permitiu negociação muito mais ampla. Em 2015, antes do meu envolvimento no tema, a Globo negociava com clubes renovação de dois anos de contrato (até 2020). Em 2016, nos engajamos na maior negociação da história, mais longo que já foi feita na Série A do Brasil, contrato de seis anos, antecedência recorde. Estávamos em 2016 projetando o panorama da exploração de direitos em 2024", concluiu Fernando Manuel, do Grupo Globo.

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