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Coluna #145: Televisão, rádio e internet: por onde acompanhar meu time?, por Albio Melchioretto

Colunista faz análise de outras mídias, como a internet, para acompanhar o esporte (Reprodução)
A internet se constituiu em três momentos. No primeiro, se mostrou uma plataforma de negócios; no segundo, a popularidade das ferramentas de mídias sociais e vivemos hoje a terceira onda, onde a conexão, não está apenas em terminais, mas é a internet de tudo, para além da ideia das coisas. Tudo está em rede, tudo está conectado. E neste espaço de transformação, as transmissões esportivas também sofrerão mudanças. Das mídias tradicionais caminham para tudo também. Mas teremos estrutura para isto?

Diante deste quadro ainda estou resistente, tentarei suportar a duras penas. Entretanto, faço uso de aplicativos Over-the-top content (OTT) para acompanhar televisão linear quando longe dela estou. De modo especial jornalismo e esportes. Sinto-me, nessas horas, um internauta jurássico, do ciberespaço para reproduzir o tradicional. Mas os tempos são outros e o caminho que se apresenta não tem retorno. Web-rádios, eventos vendidos apenas para a rede, aplicativos de resultados e por aí seguem. Novos tempos e novas redes.

Nos últimos dias, a transmissão dos amistosos dos selecionados de Tite trouxe repercussão para esta questão. Mas, há meses a ESPN vem mostrando o Mexicano e o Holandês apenas por esta mídia. Algumas federações adotam também o expediente para divisões inferiores e jogos atrelados de seus filiados. Basquete e Vôlei Nacional já tem inúmeros jogos mostrados, num futuro breve, com número maior que da televisão. Na velocidade a F-E e o fan-bost, e a novidade semelhante apresentará a Stock-car na Corrida do Milhão, em Curitiba.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
E para onde vamos? A mudança é certa, porém, a quem beneficiará? Hoje, apesar do número expressivo de conectados, padecemos pela qualidade da conexão e pelos altos preços praticados. Mas há uma desigualdade muito grande. Embora acreditamos no Brasil conectado, segundo dados do IBGE, apenas 58% da população contam com acesso, e 89%, dos que acessam o fazem pelo celular, seguido pelo computador de mesa (40%), computador portátil ou notebook (39%), tablet (19%), televisão (13%), e videogame (8%). Os números retratam uma forma de conexão, que não é o melhor dos cenários para os grandes eventos esportivos.

A fortificação deste modelo de conexão carece muito de incentivos do poder público para expansão e acesso de qualidade. Acompanhar um evento esportivo carece de uma conexão rápida e segura. Ambas as situações são complicadas. Estou experimentando os jogos da Copa das Confederações através do aplicativo da Globosat Play e diversas vezes há queda do sinal, motivado, não pelo aplicativo, mas pelo ponto de onde acesso. Então, como vender e divulgar o produto nestes novos meios onde não há garantias de visibilidade? A evolução do próximo passo é certa, porém será demorada.

Até lá, não largo dos modelos antigos e consolidados, a televisão e o rádio, mas outros espaços, num curto espaço de tempo, serão explorados.

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