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Responsável pela bilheteria da Vila pede que Justiça bloqueie cotas de TV do Santos

Empresa que cuidava da bilheteria da Vila cobra o Santos na Justiça (Fernando Dantas/ Gazeta Press)
A BWA, empresa que foi responsável pelas operações de venda de ingressos e bilheteria do Santos há sete anos, ingressou na Justiça contra o clube exigindo R$ 31 milhões, além de pedir pelo bloqueio das cotas de TV e patrocínio do time paulista. A informação foi publicada pelo ESPN.com.br, por Diego Garcia.

A firma alega que recebeu uma notificação extrajudicial do Santos em dezembro de 2016 pedindo pela rescisão do contrato que existia desde agosto de 2009. O documento, assinado pelo presidente Modesto Roma Júnior, revoltou a empresa.

A BWA alega que tinha direito a 5% do valor da renda bruta recebida pelo Santos nos jogos realizados na Vila Belmiro, além de 8% da quantia oriunda de partidas realizadas em outras praças.

Além disso, o contrato previa que o Santos pagaria mais R$ 0,20 por ingresso emitido como cortesia.

A BWA disse à Justiça que o vínculo com o Santos previa multa para o caso de rompimento antes do término.

"Caso haja o cancelamento do contrato por alguma das partes será cobrado o valor proporcional da renda de Bilheteria pelo período restante ou faltante, multiplicado por 2 (dois), buscando na média das bilheterias auferidas nos 3 (três) últimos anos como base de cálculo", diz o documento anexado ao Poder Judiciário.

A BWA também alega que cobrou o Santos no fim de 2016, mas não obteve resposta.

O débito total exigido pela firma é de R$ 31.579.933,33, que é o produto da média da bilheteria multiplicado pelo número de meses do período faltante (16 meses), cujo resultado se multiplica por dois, nos termos da cláusula pena.

A renda média do Santos nas partidas em que a BWA trabalhou foi de R$ R$ 986.872,92, segundo alega a empresa.

A BWA solicitou que a Justiça bloqueie as cotas de televisão do Santos, além dos demais direitos de arena e patrocínio - foram solicitados ofícios à Rede Globo, Caixa Econômica Federal e Grupo Algar.

A empresa também pediu que seja enviado ofício à Federação Paulista de Futebol e à Confederação Brasileira de Futebol. Por fim, solicitou a penhora das contas bancárias do time alvinegro.

Em uma primeira decisão, o juiz Carlos Ortiz Gomes, da 9ª Vara Cível de Santos, solicitou que a BWA ajuste a petição inicial, pois os documentos anexados não constituem, por si só, título executivo extrajudicial a embasar o pedido inaugural.

Procurado, o presidente Modesto Roma Júnior disse que ainda desconhece o processo movido pela BWA, mas declarou: "Terminou o contrato e não tivemos interesse em renovar".

O Santos ainda não foi notificado oficialmente da ação.

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