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"Temos boa relação com a Globo", diz presidente do Bahia; "é uma empresa madura"

Presidente do Bahia, Marcelo Sant'Ana (Reprodução)
Em entrevista ao jornal Lance!, por Igor Siqueira, o presidente do Bahia, Marcelo Sant’Ana, falou sobre o acerto com o Esporte Interativo válido a partir de 2019 e como ficou a relação do clube com a Globo. "Temos uma relação boa com a Globo. Teve gente da Globo lá no clube discutindo questão do Premiere, avanços, extensão de marca do clube, para potencializar propriedades. A Globo nos procurou saber se quer negociar de forma individual ou coletiva. Por isso surgiu o G5. São discussões normais, cada parte buscando interesse, ponto de vista. É bom para o mercado. Todo mundo tem entendido melhor TV aberta, fechada, streaming… Hoje, por causa da concorrência sobre os direitos de TV, o público está evoluindo também. A Globo é empresa madura. Ela faz o papel dela e nós o nosso", afirmou.

Sobre o G5 (formado por Bahia, Palmeiras, Santos, Atlético/PR e Coritiba) o presidente disse que o objetivo específico é discutir a TV aberta e pay-per-view para o período de 2019 a 2024. "Temos interesses em comum. Criamos essa questão de G5 porque foram os cinco que mostraram afinidade. Não é porque é “G5” que está vetada a entrada de mais pessoas. Se pudermos ter G40, melhor. O importante é discussão e exposição de divergências para irmos com uniformidade para o mercado", observou.

"Com a chegada de um concorrente, a Globo refletiu sobre o modelo de distribuição (e passou a adotar 40%, 30%, 30%). Já é melhor que o anterior. O que pretendemos dentro do G5 é ampliar o debate sobre os direitos de TV aberta. Queremos entender a proposta e também discutir o pay-per-view, porque a divisão vigente é 62% para Globo e 38% para os clubes. Deveríamos ter um percentual maior. Esse modelo foi criado ainda no lançamento. Dentro do PPV, queremos que haja equilíbrio maior na divisão. A pesquisa (que é feita para divisão entre os clubes dos 38%) nunca agradou. Sempre há questionamentos sobre a metodologia nas reuniões. Ninguém questiona a lisura de Ibope e DataFolha, mas a mecânica que é implementada. Entendemos que deve ter um equilíbrio melhor, critério melhor de cidades usadas", concluiu.

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