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Albio Melchioretto #135: Estaduais jogam 2 meses sem nada valer

Colunista faz uma análise sobre a validade dos campeonatos estaduais (Reprodução)
O título que mais parece chamada de tabloide sensacionalista é motivado pelas fases finais dos estaduais. Somente agora os jogos têm um valor mais agudo. Vivemos dois meses de jogos intermináveis para a consolidação das grandes forças e pouquíssimas surpresas Brasil a fora. Talvez a maior surpresa seja entender o regulamento confuso de alguns deles. Mas mesmo assim, não faltou jogos de todos os tipos.

Onde vemos cada estadual? Um passeio pelas regiões. A começar, a minha, o Sul. No Rio Grande Sul temos RBS e Premiere, o mesmo expediente para Santa Catarina e no Paraná apenas RPC. Subindo, no Sudeste, em São Paulo, a Globo e Premiere, fato que se repete também em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Exceção feita ao Espírito Santo, com alguns jogos na Gazeta local e ao voltar para São Paulo encontramos a segunda linha com Sportv e Rede Vida que também faz a terceira e a quarta divisão. Ao Nordeste temos o Baiano pela TV Bahia e Premiere. O Pernambucano se divide em Globo Nordeste e Premiere. Já o Ceará tem janela maior, Verdes Mares, Diário TV e EI MAXX. O Sergipano pela Atalaia. O Alagoano, vi uma chamada no EI MAXX que também passou um ou outro jogo do Paraibano e Maranhense. O Piauí tem garantido via Meio Norte e o Potiguar com frequência maior no EI MAXX. A Região Norte tem o Amazonas contemplado no A Crítica e o Pará na Cultura local. Já a última região, a Centro-Oeste tem o sistema Centro América nos Matos-Grosso, a Anhanguera e Premiere no Goiano e o distrital com alguns jogos na Globo. Todos os estados com assinatura do Premiere também mostram alguns jogos no SporTV com bloqueio para estado-praça. Ufa. São muitos jogos.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
Mas com tanta mostragem o sucesso ainda não está garantido. O Blog do Mauro Cezar Pereira fala que a final do Trophy, que é uma Copa disputada por equipes da terceira e da quarta divisões inglesas, League One e League Two, em jogo único no Wembley reuniu 74.434 pagantes. No mesmo final de semana, o último de março, a soma dos quatro grandes do eixo Rio-São Paulo teve de público 71.271, um saldo negativo de 3162 torcedores. Também na ESPN, agora no blog do Bruno Guedes apresenta uma solução interessante para o calendário brasileiro, onde ele afirma: “Dentro desse cenário, os estaduais viriam depois do Brasileirão e durariam, no máximo, cinco semanas. A ideia é torná-lo uma grande festa de encerramento da temporada, com ingressos a preços populares, algo cada vez mais raro nas principais competições do país e do continente, onde imperam os planos de sócio-torcedor, por exemplo.”

Se os estaduais têm baixa procura de público por que a televisão insiste nele? A televisão somente insiste para ter um produto tampão. Vide como a Globo tem colocado de escanteio quando há alternativas. As filiadas apostam a fim de evitar a concorrência sobre o produto e no meio de semana, o substitui por alternativas quando tiver, o Nordeste com a Copa Nordeste deixa isso evidente. É um produto em desgaste. Até quando ele ainda terá espaço? São tantos jogos “inúteis” para chegar as fases finais. Uma competição mais curta, como o que Bruno Guedes explana é uma maneira inteligente de atingirmos números semelhantes ou maiores do que são apresentados por Mauro César.

Até quando os estaduais deste jeito vão durar? A médio e longo prazo os estaduais perderam interesse de público, e aí, os estaduais terão espaço, ainda que tampão?

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