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Alipio Jr. #128: Sempre ela

Colunista fala sobre a relação da Globo com o árbitro de vídeo da CBF (Reprodução)
Falar mal da Rede Globo dá IBOPE. Ela tem culpa em vários momentos, não nego isso. Entretanto acho o ódio desmedido. Não é culpa dela se o Presidente do seu clube é um administrador incapaz, pegou todos os empréstimos possíveis e agora virou refém dela. Se nossos recursos forem administrados dessa maneira, também seremos refém de alguma instituição. Enquanto patrocinadora, ela possui muitas responsabilidades e dezenas de culpas. Boa parte sozinha e outra parte dividida com os clubes brasileiros e a CBF, um grande atraso no futebol.

Você leu aqui no site o andamento das negociações sobre a inserção do árbitro de vídeo na Primeira Divisão. O erro já começa daí. Dos muitos programas que assisto diariamente não vi nenhum discutindo o uso apenas numa divisão (Se você viu/ ouviu em algum, divida conosco nos comentários). É mais ou menos como se parte da imprensa concordasse que é importante decidir na Série A, mas que se nas rodadas finais da Série B houver alguma celeuma, problema é deles e fica por isso mesmo. Neste ponto, vou me permitir discordar da postura dela, enquanto patrocinadora e muito mais ainda da CBF, enquanto dona dos torneios.

Li todo o extensivo balanço patrimonial da CBF referente a 2015 (não sei se já foi divulgado o de 2016, não localizei no site) para tentar embasar nossa coluna. Na análise é possível enxergar o orgulho administrativo ao bradar o superávit de R$ 72.081 milhões, um crescimento de 41% comparado a 2014. 

Alipio Jr.
@alipioj
As despesas operacionais remontam R$ 196 milhões. Os valores são exorbitantes e ainda que o balanço não pareça tão claro como poderia e deveria, é paradoxal a justificativa de que não conseguiriam arcar com os custos de R$ 15 milhões por ano, na utilização de terceirizados, equipamentos e profissionais habilitados, introduzindo assim o árbitro de vídeo no principal campeonato do país.

Inicialmente a Rede Globo se mostrou contrária ao envolvimento e agora já voltou atrás. Claro, as imagens usadas serão as suas. Querendo ou não, são dezenas de câmeras espalhadas e periga uma imagem oficial discordar daquela que não é oficial. Minha implicância é com o papel dela enquanto imprensa nisso tudo. Como patrocinadora e detentora de tudo, a competitividade ficará ainda mais comprometida. Quem possui a informação privilegiada, possuirá todo o resto. E aí cabe a concorrência questionar até onde vão esses poderes.

As negociações são embrionárias, eu sei. Muita água vai passar debaixo da ponte, contudo algumas preocupações e questionamento precisam ser discutidos desde já. Não dá pra deixar ser decidido depois que o principal estiver sacramentado

Abraços e até a próxima.

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