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Albio Melchioretto #136: Chega logo, Brasileirão!

Colunista saúda a proximidade do Campeonato Brasileiro (Reprodução)
Os amigos leitores que acompanham com regularidade este espaço já conhecem algumas posições que defendo. Uma delas é uma crítica forte ao modelo de estaduais que adotamos. Agradeço aos comentários e o envolvimento de todos na última semana. Peço desculpas ao povo de Rondônia, Alagoas e do Maranhão por deixá-los de fora na lista de exibidores. E quero retomar algumas ideias, que nascem a partir dos estaduais para o esboço de hoje.

Nos últimos dias, a Confederação Brasileira de Futebol – CBF – apresentou a distribuição dos jogos da principal competição do futebol nacional. Serão até sete jogos, em diferentes horários no final de semana. Sábado com as faixas das 16h; 19h e 21h. Domingo, já cedo, 11h; 16h e 19h, e para fechar a semana, na segunda-feira, às 20h. No meio de semana, as partidas em três horários, 19h30, 21h e o famigerado 21h45.

A novidade nos horários serão os jogos de sábado à tarde, horário tradicionalmente ocupado pela Série B. Nas rodadas de meio da semana, nenhuma semana. Horários espalhados, são interessantes quando pensamos a visibilidade dos jogos por meio da televisão. Mais horários, maior possibilidade para assinantes do pay-per-view e para o mercado internacional. Quando maior uma janela, maior a área de visualização. Se existe uma intenção de melhorar o produto futebol, este é um caminho. Mas nem tudo são flores.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
Cada vez acredito menos na possibilidade de melhorar o produto, por meio das entrelinhas e dos jogos de interesse que precisamos. Amantes do futebol que somos nos submetemos, insanamente a esta loucura e continuarmos a torcer. Digo isto por conta da relação promíscua entre exibidores e competidores. Quem compra a exibição “apita” e muito na escolha dos horários. Lembram que os narradores do Premiere divulgaram a tabela das quartas-de-finais do Paulista antes do aval da federação? Então, se a televisão tem tamanho poder, por qual motivo ela sustenta algumas situações? Três meses de esvaziamento e jogos desinteressantes não desgastam o produto? Não é possível apenas pensar a competição nacional sem passear pela totalidade do futebol.

Urge uma necessidade de mudança.

Uma questão fora do tema. Repercutiu durante a semana o anúncio da McLaren/Alonso em disputar a Indy500. Acompanhei atentamente a transmissão da Globo da etapa do Bahrein e nenhuma citação, será que em algum momento falarão?

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