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Albio Melchioretto #134: Quando aparece a pirataria o futebol desaparece

Colunista debate a pirataria nas transmissões esportivas na internet (Reprodução)
LaLiga, a entidade que administra a primeira divisão espanhola, inaugurou esta semana uma campanha contra a pirataria. O mote da campanha afirma “quando a pirataria parece, o futebol desaparece. A campanha tem como objetivo de eliminar o acesso ilegal a conteúdos futebolísticos com a seguinte chamada em mídia social #protegeatuequipo. Alertam da seguinte maneira: 'se você vê o futebol pirata, você está prejudicando sua equipe e coloca em risco a sua sustentabilidade, a concorrência e do desporto'. A campanha é baseada principalmente em quatro pontos, todos, a fim de fazer os fãs entender que, quando a pirataria parece futebol longe: as estrelas desaparecem; as contratações desaparecer; patrocinadores e marcas desaparecem como também os fãs nos estádios desaparecem. Veja a página institucional da campanha neste link. .

Bons exemplos deveríamos copiar. A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) estima que o Brasil possua 20 milhões de clientes de TV por assinatura e que a pirataria do sinal provoque um prejuízo de R$ 6 bilhões por ano. Como também, os sinais piratas somem a equivalência a terceira maior operadora de televisão paga no Brasil. Focarei a reflexão, próximas linhas, na pirataria da televisão.

Após ver a campanha de LaLiga, nos canais ESPN, entrei na internet e fui a um fórum de discussão de pirataria de televisão por assinatura. Participei de um bate papo com vários usuários do site e alguns deles afirmaram que fazem uso do sistema pirata para ter acesso gratuito a diversos jogos de futebol. Entendo tudo isso de maneira muito clara. Uso de sinal pirata é crime. Uma questão de apropriação de um sinal que está liberado apenas se for pago. Simples. Preço ser alto ou ser baixo não é justificativa para apropriação de um bem que não me pertence. Se encontro um carro na rua com a chave na ignição, portas abertas tenho o direito legal de me apropriar deste bem?

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
Parece que adotamos critérios éticos diferentes para julgar situações diferentes. Quando vemos um político relacionado ao tema, é mister, entrar em coro e gritarmos juntos, corruptos. Mas a mesma lógica não prevalece para usurpação do sinal de televisão. Você dirá, um político lesa milhões de brasileiros, e a operadora explora. Entendo, mas, a operadora é prestadora de um serviço e ela, neste caso é a vítima de uma postura. O fato de haver políticos corruptos não permite que cada cidadão também o seja, e use desta podridão para também o ser. Sabendo o certo não farei o errado!

Os clubes perdem com isso. Já critiquei diversas vezes, neste espaço, os clubes brasileiros. Mas a pirataria de seus produtos, a pirataria do sinal de televisão, faz com o que o esporte perca dinheiro. A não arrecadação, do espertinho que tem um sinal instável e pirata, faz como que seu clube de coração deixe de arrecadar. Seja por valor direito do Pay-Per-View ou pelas negociações de canal exibidor. Uma bola de neve, que aumenta cada vez mais. E isto respinga na totalidade da competição.

Em Platão, século IV a.C., encontramos que o homem sábio tem a virtude como base de vida, e a justiça como um conceito elevado, fazendo valor tanto na vida pública como também na vida privada.

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