Coluna 'Quinta, Categoria!', por Carlos Salvador #7

Colunista cita Eurico Miranda para lembrar os fanfarrões do futebol  (Paulo Fernandes / Vasco.com.br)
Os últimos dos fanfarrões.

Nesta semana, o programada “Bola da Vez” da ESPN Brasil recebeu Eurico Miranda. A pedido do presidente vascaíno, o programa foi ao vivo e sem cortes. Polemicas, clubismo e opiniões divergentes a parte, Eurico Miranda faz bem ao futebol. Eu, particularmente gosto de ver entrevistas, anúncios e pronunciamentos do presidente vascaíno. O motivo é simples: Quantos mais no meio do futebol, são sinceros, polêmicos, falam o que vem na mente sem medo de respingos? Poucos, muito poucos, e cada vez menos.

Lembro que o primeiro fanfarrão do meio do futebol que tive notícias é o já falecido Vicente Matheus. “Haja o que Hajasse” ele queria ver seu Corinthians vencer, não importa que o “difícil não fosse fácil”. Acima de tudo, Matheus vivia seu clube, vendia sua imagem nua, crua e como tivesse que ser. Não fazia média com televisão, rádio ou presidente rival. Era fanfarrão.

Nessa escala, incluo também outro ex presidente, Juvenal Juvêncio, campeão de polemicas colecionador de desafetos, Juvenal não tinha papas na língua para defender seu querido São Paulo. Não interessava se tivesse que discutir com corinthiano e palmeirense. Frases de efeito e desculpas antológicas, não faltaram em seus eternos e polêmicos mandatos no tricolor paulista. Era fanfarrão.

Carlos Salvador
fb.com/carlosaugusto.salvador
@calosalvador
Para fechar o trio de ferro, Mustapha Contursi não ficava atrás. De fala pesada e dura era visto como ‘coronel’ pelos corredores do Parque Antártica. Com perfil um pouco menos polêmico que seus rivais contemporâneos, não fugia de uma boa briga, e mantinha a postura de orgulho que poucos sabia imitar. Era prático da política de “ao meus, tudo. Aos outros, o que restar”. Era fanfarrão.

E dentro das Quatro Linhas? Que saudade dos anos 90/2000! Época em que semana de clássico tinha centenas de jornalistas cobrindo incessantemente o dia a dia dos clubes envolvidos, e jogador sabendo disso, jogando pérolas e apostas para esquentar o jogo. Era um “trash talk do bem”. Tínhamos também jogador polemico não só em semana de clássico, mas também em seu dia a dia. Eram tempos brilhantes, em que redes sociais não existiam, e ‘recados’ eram mandados pelos microfones e pelas capas de jornais.

Quem que viveu aquela época não tem saudades das entrevistas de Vampeta, Renato Gaúcho, Edmundo, Edílson, Paulo Nunes, e muitos outros? Esses eram reis fanfarrões, falavam e bancavam. Sexta era dia de microfone ao vivo em programa esportivo e domingo era dia de cumprir a promessa.  Eram fanfarrões.

Tempos em que não existia o termo “mimimi”, “vou te processar”, “não foi eu, foi meu primo”, “..nas redes sociais”, “coxinhas”, etc..

O futebol está chato! E aos saudosistas, ainda resta esperar pronunciamentos, entrevistas e declarações polemicas dessa turma de fanfarrões.

Curta nossa página no Facebook.
Siga o Esporteemidia.com no Twitter.
Nos acompanhe no Google+.



Coluna 'Quinta, Categoria!', por Carlos Salvador #7 Coluna 'Quinta, Categoria!', por Carlos Salvador #7 Reviewed by Ribamar Xavier on 16.3.17 Rating: 5
Tecnologia do Blogger.