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Alipio Jr. #123: Fofoquinha de rede social

Colunista traça paralelo entre imprensa e as redes sociais
Não há na sociedade atual como separar o noticiário do que recebemos em nossas redes sociais. Diariamente somos bombardeados por um numero ímpar de correntes, notícias e até clamores por boicotes ou todo tipo de fofoquinha para que haja uma insurgência contra este ou aquele. Se você quiser, pode até assinar abaixo-assinados e dizer que está fazendo a sua parte. Isso está inserido no cotidiano atual. Mas não pode ser inserido no cotidiano das redações.

Hoje todo clube de futebol tem um social media que adora fazer piadinhas utilizando o perfil oficial do clube. Alguns clubes fazem um trabalho muito bacana e a ironia é sempre convidativa, como os simpáticos Íbis e Bangu (RJ), por exemplo. Outros partem para uma provocação mais agressiva, como o perfil corintiano que utiliza até palavrões (não, não me acostumo a ler palavra de baixo calão em local nenhum) para fazer piada com seus oponentes.

O problema é o papel da imprensa nisso tudo. Carente de repercussão como é, nossa imprensa se agarra a tudo o que pode parar fazer repercutir seus programas e debates. No último domingo houve um clássico no Rio de Janeiro e os perfis oficiais entraram em contenda sobre o que houve fora do estádio. O perfil rubro-negro, administrado por um humorista (sic) fez de tudo para se explicar e o perfil alvinegro, discordando, recebeu o apoio de alguns outros. Não quero discutir quem está certo ou quem está errado, quero discutir é o que leva um programa esportivo perder um bloco inteiro falando sobre isso.

Alipio Jr.
@alipioj
As redes sociais são um terreno fértil para todo tipo de discussão, problematização e eloquentes textos tentando explicar o inexplicável, tentando fazer entender por que o direito de “a” vale mais que o direito de “b”. Entretanto se a imprensa esportiva se esforçar ela consegue fugir um tantinho disso e discutir um sem-número de situações e possibilidades que vão do combate à violência até a postura tática de um time em campo. Basta querer.

Muito se preocupa com o politicamente correto ou com a falta de provocações tão costumeira em décadas passadas no futebol de hoje. O problema é que o mundo mudou, o futebol mudou, os jogadores mudaram e até suas assessorias de imprensa mudaram. Só que não muda nunca, são os dinossauros da imprensa.
Essa evolui a passos cada vez mais lentos.

Abraços e até a próxima.

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