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Conmebol aumenta brasileiros na Libertadores por novo acordo de TV

Palmeiras e Flamengo vão disputar a competição em 2017 (Marcos Ribolli/Globoesporte.com)
A Taça Libertadores da América de 2017 terá número recorde de clubes brasileiros. Serão oito equipes do país na competição continental do ano que vem. Segundo a Folha de S. Paulo, por Guilherme Seto, o inchaço de brasileiros tem uma explicação. A Conmebol pretende negociar a partir de 2018 o novo contrato de direitos de transmissão do seu principal torneio continental e a entidade acredita que em nenhum outro mercado poderá obter retorno maior do que no Brasil.

Por isso, aumentou de cinco para sete vagas brasileiras em 2017. A oitava foi garantida pela Chapecoense, campeã da Copa Sul-Americana (a Argentina, por exemplo, terá seis representantes).

Historicamente, a Libertadores tem forte apelo de público e audiência na televisão no Brasil, mas retorno financeiro pífio para os clubes.

Isso se deve ao contrato de TV negociado por gestões anteriores da confederação sul-americana. Os acordos tiveram intermediação da Traffic e da Tyc Sports, empresas acusadas pela Justiça dos Estados Unidos de pagarem suborno para dirigentes sul-americanos, entre eles os ex-presidentes da Conmebol Juan Angel Napout, Eugenio Figueredo e Nicolas Leoz, que estão presos.

Os valores do acordo vigente até 2018 não são revelados pela entidade.

O FOX Sports é o detentor dos direitos em todo o continente americano. No Brasil, eles são sublicenciados para a Globo e SporTV.

A fonte apurou que o valor arrecadado pela Conmebol no país é quase 10% do que a Globo paga para ter a exclusividade do Campeonato Brasileiro, negociado diretamente com os clubes. Para a transmissão da principal competição nacional, a emissora desembolsa mais de R$ 1 bilhão. Procurados, FOS Sports e Globo informaram que não revelam valores de contratos.

Um dos oito brasileiros que disputarão a Libertadores em 2017, o Flamengo recebe cerca de R$ 150 milhões por ano pelo Nacional. Se conseguir repetir o feito de 1981 e ganhar a Libertadores no próximo ano será recompensado pela Conmebol com prêmio de cerca de R$ 29 milhões.

"Fica claro que o valor pago está abaixo do que deveria ser. A gente espera que as mudanças na Conmebol levem a esse reconhecimento. O torneio vale mais pelo prestígio e bilheteria", afirma o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

Em 2016, o prêmio foi reajustado em 40%. Nesta quarta-feira (21), a Conmebol deverá divulgar um novo aumento.

A entidade, porém, alega que com o contrato vigente com a Fox dificilmente conseguirá adequar o valor ao nível pago por torneios brasileiros e europeus.

Após uma renovação de contrato da CBF com a Globo, a Copa do Brasil dará ao campeão R$ 69 milhões, a partir de 2018. Já o vencedor da atual edição da Liga dos Campeões receberá quase R$ 200 milhões.

"Já recebemos uma indicação de que vai mudar agora e mais ainda com o novo contrato que será negociado no futuro. Do jeito que está não tem como ficar", afirma o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior.

"Por se tratar do principal torneio do continente, entendo que deveria contemplar também o maior retorno financeiro para os clubes", diz o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte.

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