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Brasileirão, Copa do Brasil e até Copinha viraram alvo de disputa entre emissoras em 2016

Entrada da Turner aumentou os valores das negociações (Eduardo Anizelli/Folhapress)
Desde a quebra do Clube dos 13, em 2011, que as negociações por direitos de transmissão não tinham tanto protagonismo nos bastidores do futebol. Análise da Máquina do Esporte, por Duda Lopes, mostra que a temporada de 2016 será marcada pela entrada da Esporte Interativo e pela consolidação de torneios paralelos como fonte de disputa pelas gigantes da telecomunicação presentes no Brasil.

Turbinada pelo Grupo Turner, a Esporte Interativo estabeleceu a meta mais ousada: quebrar o monopólio do Grupo Globo nos direitos do Brasileirão para a televisão fechada. E a presença foi tão forte que até mesmo a lei para transmissões pode ser alterada.

Há, atualmente, uma lei geral de esporte em análise no Senado. Uma das questões abordadas pelo novo documento quebra a regra atual de que a emissora tem que ter o direito de transmissão das duas equipes em campo. Pelo novo documento, seria necessário apenas o direito do time mandante.

Como o projeto ainda está longe de aprovação, o cenário atual é de clássicos como Corinthians X Palmeiras ou Grêmio X Internacional fora da rede fechada; apenas a Globo aberta e o Premiere poderiam transmitir essas partidas.

Para os clubes, pode haver um empecilho na distribuição de suas partidas, mas a recompensa financeira falou mais alto. Especialmente quando se tratou de luvas, pagas de forma adiantada, um dos trunfos da Esporte Interativo nas negociações. Estima-se que o Palmeiras, por exemplo, tenha levado R$ 100 milhões com o contrato fechado com a Turner.

A briga pelo Brasileirão elevou os contratos de outras competições, cada vez mais disputadas. Nesta semana, até a Copa São Paulo de Futebol Júnior se mostrou valorizada, com um acordo de três anos com a Globo. Foi a primeira vez que o torneio teve um acordo com mais de um ano de duração.

Mas foi a Copa do Brasil que ganhou o maior destaque no fim deste ano. Com contrato de R$ 300 milhões ao ano com a Globo, o torneio passou a ser a disputa que mais bem paga aos clubes, com premiação que passa dos R$ 60 milhões ao campeão.

A próxima disputa televisiva deverá ser em 2018, quando a Libertadores terá seus direitos negociados. Atualmente, há apenas um único acordo com o torneio, fechado com a Fox. Existe a possibilidade, no entanto, de a Conmebol fechar contratos locais para o torneio. E o Brasil, principal mercado sul-americano, deverá ser o grande fornecedor financeiro.

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