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Albio Melchioretto #120: Como será 2017? Parte III, o Mais do Mesmo

No último texto do ano, colunista fala sobre as negociações de clubes com emissoras (Reprodução)
Recomendo a visualização do longa Rouge One, uma história Star Wars. Confesso a todos que ao pensar uma coluna em três partes inspirei-me na saga. Uma história contata em partes, mas que na soma mostra-se em conjunto e ainda assim, é possível tecer novas linhas. Aos que comentaram sobre a F-Indy na coluna passada (#119) acrescentaram ao texto novas linhas, ficou sensacional a participação de cada um. Para fechar as perspectivas de 2017 quero hoje falar algo que repito muito com meus alunos ao comentar as grandes mudanças no cenário político, “muda-se muito para que tudo permaneça exatamente como está”.

Os canais Esporte Interativo ofereceram um valor significativo pela Copa do Brasil, algo em torno de 350 milhões de reais; a Globo equiparou e levou a competição em televisão aberta e fechada. Parece que clubes e a confederação estão acostumadas com uma zona de conforto. E esta mesma zona que está dando o que falar com Flamengo, os interioranos do Gaucho-17 e do Mineiro-17 também. A divisão das cotas é uma reclamação nas três situações. Todos reclamam, mas ninguém está disposto a tentar outra emissora, outra janela. Quando o fizeram com a Record, caso do Gaúcho, na década passada, voltaram rapidinho para a atual detentora.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
Querem mais e mais dinheiro, mas não valorizam o próprio produto e não pensam numa venda onde o futebol possa ser valorizado. Noutro lado a emissora que o compra estabelece regras mínimas de funcionamento que atendam exatamente a sua demanda. Quem paga a conta tem certas regalias.

Onde quero chegar? Os clubes reclamam e pedem dinheiro, mas não fazem nada por mudanças. Aceitam a zona de conforto que contratos com a Globo oferecem. Esperneiam, iguais a crianças em mercados, para mais dinheiro, mas no final de contas, tudo fica exatamente como está. Não há uma política de valorização, de busca de novas janelas, de novas perspectivas. Lá traz, quando em 2012, a RedeTV! participou de uma disputa com o Clube dos 13 causou todo um barulho e ao final bem sabemos, o canal ficou em silêncio, os clube ruiu e tudo ficou nas mãos da Globo. Mas não estou a condenar a emissora, e sim, a ineficiência dos clubes diante da televisão e do seu produto.

TIM 2016, entre Juventus e Millan, jogada no Qatar é um bom exemplo de valorização de um produto a fim de expor ainda mais a marca na televisão.

E o que você acha desta dos clubes de aceitarem passivamente a parceria com a Globo? Haveria outra possibilidade?

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