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Albio Melchioretto #118: Como será 2017? Parte I, Obscuro

Colunista faz questionamentos para o próximo ano: Globo sem brsileiros na F1, por exemplo (Divulgação)
Gostaria de olhar para 2017 com esperança. Mas o lamaçal político que jorra de Brasília me impede de ter qualquer esperança, qualquer desejo de dias melhores. A massa iludida por situações problemáticas fizeram coro a nomes que hoje deturpam nossas instituições. Hoje, clamo por justiça, a independer de lados, de nomes, de partidos. Espero que o nascimento de um ano nasça uma perspectiva, a fim de fugirmos da idiocracia que nossa república se encontra. Enquanto o caos político é vivenciado, a mídia esportiva pode ser uma boa linha de fuga. Mas 2017 reserva algumas surpresas. Nas próximas colunas quero tratar delas. Para hoje, opto pela WTA no Sony; a possibilidade de uma F1 sem piloto brasileiro e pela terceira temporada da Champions no EI Maxx.

Na primeira semana de janeiro teremos, as partidas da Brisbane International (de 04 a 07 de janeiro) e depois a Apia International Sydney (de 11 a 13 de janeiro). Vamos lá, as especulações. Pelas chamadas tenho percebido que o canal tratará a competição apenas como entretenimento, assemelham as atletas com estrelas dos seriados. Legal, mas vamos parar por aqui. São espaços complementarmente diferentes e com características próprias. A transmissão de tênis num canal não-esportivo me lembra a NBA em canais de filmes. Estou curioso para saber como o canal organizará sua grade diante de um esporte que não se preocupa com o tempo. Debates, notícias, pré-jogo e pós-jogo só um sonho. A marcação de horários é fundamental para o sucesso de um canal de shows. Vide o exemplo da Globo, todos conhecem a programação, mesmo sem acompanha-la, já do SBT você conhece? A Sony ao apostar no WTA corre o risco de perder seu público alvo. A qualidade das transmissões pode justificar o risco. Aguardemos.

Albio Melchioretto
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
O que será da F1 na Globo sem brasileiros e sem o campeão em 2017? Para quem vamos torcer na manhã de domingo? Ops, ironia à parte, eu torcerei para haver espetáculo. Mas a emissora monta e desmonta sua estratégia a partir de um nome, sem o verde-amarelismo como ela fará? A tendência é não enviar equipe, mostrar em segundo plano na madrugada, noticiar aqui e acolá e deixar tudo para o Sportv.  Um futuro sombrio para a competição no canal aberto. A tendência é seguir o acontece em outros países, cada vez mais um esporte para poucos. Aqui ela só foi diferente graças a três magos, Fittipaldi, Piquet e Senna, já foram vinte anos. Agora são tempos de torcer pelo esporte e não por compatriotas, mas nada da Globo.

Se o futuro da F1 me parece sombrio, quanto sua exposição da TV aberta, o que dizer da Champions no Esporte Interativo?  Volta e meia vejo que o EI Maxx liderou a audiência em algum jogo da Champions com times espanhóis. Mas isso é pouco para o canal e menos ainda para a competição. Faz tempo que não ouço nenhum conhecido falar que parou para ver um jogo da Champions, que foi a um barzinho com amigos acompanhar, ou conversar sobre o jogo pelos corredores da “firma”. Por melhor que seja o esforço e o desejo do canal, avalio como desastrosa a troca de casa. Os canais Esporte Interativo são restritos. As pessoas conservam hábitos de acompanhar determinados canais, as mudanças são complicadas (mesmo vale para o tênis, e para a F1). Com boas ideias, como um canal para ser a cara da competição, sustentar-se com jogos esporádicos é tenso. Como também não se justifica um segundo canal. Existe uma boa equipe de transmissão, uma boa pegada, mas algo falta. 2017/2018 será o terceiro e último ano de contrato, depois disso, novas negociações. No próximo contrato, as rodadas contarão com dois confrontos “de abertura” e outros seis no fechamento da noite. Se a lógica é exposição, ficar onde está é contra-mão, afinal, temos uma overdose de Barça-Real e não a exposição da competição.

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